Morreu a atriz belga Émilie Dequenne, a eterna “Rosetta” dos Dardenne

(Fotos: Divulgação)

A atriz belga Émilie Dequenne, que lutava contra um cancro nas glândulas suprarrenais, morreu este domingo, 16 de março, aos 43 anos de idade. A notícia foi avançada pela família e agente da atriz, que faleceu no hospital Gustave Roussy de Villejuif, nos arredores de Paris.

Revelada em 1999 pelos irmãos Dardenne em “Rosetta”, Palma de Ouro que lhe valeu também o prémio de Melhor Atriz, Emilie Dequenne poderia ter sido atriz num só filme, mas desenvolveu uma carreira a partir da participação nos filme dos Dardenne onde se inclui a presença em filmes como “Brotherhood of the Wolf” (O Pacto dos Lobos, 2001), de Christophe Gans, “Mariées mais pas trop” (2003), de Catherine Corsini, “O Bosque das Ilusões Perdidas” (2006), de Jean-Daniel Verhaeghe, “La fille du RER” (2009), de André Téchiné, “Não é Meu Tipo” (2014), de Lucas Belvaux, e “Close” (2022), de Lukas Dhont.

Rosetta

Vencedora do César de Melhor Atriz Secundária em 2021, pela sua prestação em “Amores Infiéis”, de Emmanuel Mouret, e do prémio de Melhor Atriz na Un Certain Regard de Cannes, em 2012, por “Perder a Razão” (2012), de Joachim Lafosse, Emilie Dequenne chegou ao cinema com ideias de glamour, mas o seu percurso começou precisamente no lado oposto, ou seja, no “real”: “Quando finalmente fui escolhida para participar nas filmagens de um filme, obviamente não estava à espera. Aos 17 anos, pensava que o cinema seria glamoroso, brilhante, etc. No final, fiquei com botas de borracha e as mãos magoadas. Cortaram-me o cabelo, pintaram-no, proibiram-me de usar maquilhagem. De repente, sou mesmo o oposto de mim mesma, mas é bom, porque comecei com uma personagem real para compor“, disse a atriz em relação à sua estreia em “Rosetta”.

Em outubro de 2023, a atriz revelou que sofria de carcinoma adrenocortical, um cancro da glândula suprarrenal bastante raro que os cientistas revelam que a incidência anual é de 1 a 2 por milhão de habitantes.

Nas redes sociais, multiplicam-se as homenagens, incluindo a da comunidade de bombeiros franceses, que refere que Émilie Dequenne “vestiu na perfeição o uniforme de bombeiro, ao lado de Roschdy Zem, em ‘Les hommes du feu‘, de 2017“.

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