Um tribunal iraniano manteve a sentença contra Jafar Panahi, condenando o realizador a um ano de prisão e a dois anos de proibição de viajar, depois de o considerar culpado por “propaganda contra o regime”.
A decisão confirma uma sentença anterior, emitida in absentia enquanto Panahi se encontrava fora do Irão a acompanhar a campanha internacional de It Was Just an Accident. Além da pena de prisão e da interdição de viajar para fora do país, o cineasta fica também impedido de integrar qualquer grupo ou associação política ou social.
Segundo o advogado Mostafa Nili, o Tribunal Revolucionário de Teerão rejeitou as objeções apresentadas pela defesa e manteve integralmente o veredicto. Entre as acusações estão a realização de um filme “clandestino e problemático contra o sistema”, o apoio a presos políticos, o apoio ao movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, a divulgação de uma declaração em apoio a uma greve de camionistas e a partilha de imagens de protestos.
Panahi tem agora 20 dias para recorrer.It Was Just an Accident foi o primeiro filme realizado por Panahi depois de ter passado 86 dias na prisão de Evin, na sequência de acusações ligadas à sua atividade contra o regime. Escrito com Mehdi Mahmoudian, o filme acompanha um antigo preso político que rapta um homem que acredita ser o seu torturador, confrontando-se depois com a escolha entre a vingança e o perdão.

