Motins em Londres: Estúdios, salas e mercado de Home Video afectados com o vandalismo

(Fotos: Divulgação)

Os motins em Londres tiveram, na noite passada o seu ponto mais alto, temendo-se porém que a situação piore ainda hoje.
 
Em termos de estúdios cinematográficos, os situados em Ealing sofreram alguns actos de vandalismo, tendo sido destruídas fachadas e desaparecido inúmeros plasmas, LCD’s e Led’s num dos edifícios, não havendo porém qualquer pessoa ferida. A segurança já foi reforçada em forma de prevenção.
Conhecidos como os estúdios mais antigos do mundo, e cuja história começa em 1902, os estúdios têm servido para inúmeras produções, tendo há muito pouco tempo sido terminadas as filmagens de «Gambit», remake de um filme dos anos 70 com o dedo dos irmãos Coen e com Colin Firth e Cameron Diaz no elenco, e da série de TV «Downtown Abbey».
 
A própria Film London, uma entidade estratégica de apoio à produção, aconselhou no seu site a que todas as equipas actualmente a  filmarem em Londres a terem o máximo de precaução e a seguirem as indicações das autoridades.
 
No que toca a salas de cinema, ainda não há relatos de danos graves, mas muitas das salas decidiram encerrar as portas para evitar qualquer tipo de problemas. Algumas delas eram da Picturehouse que, aconselhada pela polícia, encerrou as suas salas em Brixton, Clapham e Greenwich.
 
Já o mercado do Home Vídeo foi severamente afectado, com especial destaque para o gigantesco armazém (Centro de Distribuição) da Sony que foi incendiado. Nele arderam milhões de DVDs e Blu-ray, e não foi só a Sony a ser afectada. A Dogwoof, a Metrodome e a Artificial Eye viram os seus stocks desaparecerem por inteiro, tendo a British Film Industry (BFI) perdido cerca de 120 mil unidades que tinha em stock. Este edifício era utilizado pela maioria dos distribuidores independentes britânicos, sendo de prever um total de 30 milhões de Dvds e Blu-ray queimados.
 
Consta que Sony iniciou imediatamente o procedimento de emergência, já que possui cópias das obras noutro local, reiniciando assim o processo de produção em massa das obras. De qualquer maneira, é de prever que as lojas estejam durante uns tempos sem filmes destes distribuidores, e que as próprias lojas online destes fiquem com as suas obras «unanvailable».
 
De notar que no mesmo edifício situava-se ainda o «quartel general» da Pias, distribuidora musical independente que faz – na região- a distribuição de mais de 150 editoras, entre elas a Domino, Warp e a  XL, que trabalham com artistas como Adele e os Arctic Monkeys.
 
Jorge Pereira 

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