Em entrevistas aos sites Screen Junkies e Movieline (Via The Playlist), Uwe Boll – realizador de filmes como «Alone in The Dark» e Bloodrayne» – comentou alguns filmes e o trabalho de vários cineastas, sendo particularmente duro com Terrence Malick, por causa de «Tree of Life» (A Árvore da Vida), Lars Von Trier e Michael Bay.
Sobre «Tree of Life», o alemão definiu o filme como «uma merda» e Sean Penn como ridículo na obra. «O filme não é nada e só o acham maravilhoso porque é do Terrence Malick». E continuou a rebaixar a obra, afirmando que «quando contas uma história tens de ter uma ligação a ela. Quando o filme começa, após 25 minutos, a ser um episódio do National Geographic, onde vês vulcões e planetas e depois o seu episódio com o dinossauro do Jurassic Park, tu pensas: “que se passa com este tipo? Eu desliguei-me logo do filme. E seu soubesse como acabava, eu tinha saído mais cedo. Mas eu vi até ao fim porque queria ver como acabava. O final foi das coisas mais patéticas, quando estão todos na praia a abraçar-se. Foi um desastre e mostrou que muitas estrelas não têm gosto. Como Sean Penn e Brad Pitt, que não sabem o que é um bom filme. Eles acreditam no realizador, mas têm de ter o seu cérebro. Ninguém pode dizer que não ficou aborrecido durante um filme»
Já sobre Lars Von Trier, Boll confessou que gostou de «Breaking The Waves», mas comparou-o a Malick. «Depois desse filme foi tudo lixo. A verdade é que ele consegue as estrelas de Hollywood todas a dizerem «Oh, eu quero trabalhar com ele», não imaginando o “atrasado mental” que ele é.
Finalmente, e sobre Bay, Boll debruça-se sobre política, admitindo que não gosta dos filmes do realizador americano. «Creio que existe algo muito combativo e patriota por trás dos filmes do Michael Bay, e foi por isso que odiei ‘Pearl Harbour’ e outras obras como essa.» Para o alemão, os filmes de Bay mostram sempre os americanos a não enganarem-se e a salvar o mundo, coisa que os europeus sabem que não é verdade, dando o exemplo do Iraque, Afeganistão e Líbia. «Na Síria o tipo mata toda a gente e não se faz nada. Na Líbia, o Kadhafi matou umas vinte pessoas nos últimos 10 anos e estão a bombardeá-lo. É absurdo».
Diga-se o que disser, Uwe Boll – facilmente considerado um dos piores cineastas da actualidade – tem uma grande dose de coragem. Ou então é simplesmente loucura e gosto pela provocação.
Jorge Pereira

