Doclisboa revela novos filmes com Juliette Binoche, Elza Soares, Kate Bush, Cantona e Salman Rushdie

A 24.ª edição do Doclisboa, de 15 a 25 de outubro, reúne novos documentários sobre cinema, música, literatura, dança e desporto.

A pouco mais de um mês do arranque do Doclisboa (15 e 25 de outubro), o certame lisboeta revelou alguns dos novos títulos da programação da sua 24.ª edição, com particular destaque para as secções Heart Beat e Da Terra à Lua.

Na Heart Beat, destaque imediato para o documentário que marcou a estreia de Juliette Binoche na realização, In-I In Motion, no qual ela revisita o processo de criação do espetáculo teatral In-I (2007) e a sua colaboração com o bailarino e coreógrafo Akram Khan. 

Noutra aposta do festival, a história do cinema surge representada por Vittorio De Sica – Staging Life, de Francesco Zippel, e Orson Welles: The One-Man Band, de Oja Kodar e Vassili Silovic. Douglas Gordon by Douglas Gordon, de Finlay Pretsell, sobre o artista escocês vencedor do Turner Prize, e Nino – A Film About Nino Rota, de Walter Fasano, dedicado ao compositor que trabalhou com cineastas como Federico Fellini e Francis Ford Coppola, fazem também parte do menu da secção, onde a música mantém-se como foco em diversos filmes, como Elza, de Eryk Rocha, e Kate Bush – The Timeless Genius, de Sonia Gonzalez.

Na sua incursão habitual pelo mundo do desporto, Cantona, de David Tryhorn e Ben Nicholas, será exibido, bem como The Fight [The William Greaves Director’s Cut], um filme sobre o histórico combate entre Muhammad Ali e Joe Frazier.

Terminado postumamente por David Greaves e centrado numa reunião de figuras da Harlem Renaissance em 1972,  Once Upon a Time in Harlem é outro dos destaques, bem como The Pervert’s Guide to Utopias, do controverso Slavoj Žižek, e Siri Hustvedt – Dance Around the Self, de Sophie Fiennes.

Já na Da Terra à Lua, Knife: The Attempted Murder of Salman Rushdie, de Alex Gibney, será exibido, abordando o atentado sofrido pelo escritor iraniano e a sua recuperação. Já Thanks for Coming, de Alain Cavalier, surge no programa como uma despedida do cineasta francês, num filme-diário centrado no quotidiano, na memória e na intimidade.

Recorde-se que um dos maiores nomes do cinema filipino e asiático, Lino Brocka, vai estar em foco no Doclisboa através de numa retrospetiva (Lino Brocka – Matem o Artista Nacional) comissariada pelo artista e cineasta filipino Khavn de la Cruz, em colaboração com as equipas do festival e da Cinemateca Portuguesa.

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