O festival vai decorrer de 20 a 29 de setembro

La Llorona
O Festival de San Sebastián anunciou os filmes presentes na sua seção Horizontes Latinos.
Jayro Bustamante, de Ixcanul, leva ao certame duas obras: em competição temos Temblores, sobre as conversões gays na Guatemala, enquanto fora de competição será apresentado La Llorona, um filme focado no genocídio guatemalteco na década de 1980. Este projeto vai encerrar a Horizontes Latinos, que abre com o mais recente filme do chileno Patricio Guzmán. Depois de Nostalgia de la luz e El botón de nácar, Guzmán encerra a sua trilogía nos Andes com La cordillera de los sueños. Também do Chile vem Andrés Wood, realizador de obras como Historias de fútbol, Machuca e Violeta se fue a cielos, que agora apresenta Araña (Aranha), projeto que segue o movimento paramilitar Patria y Libertad, nascido como uma reação ao governo de Salvador Allende. Com produção Chilena, Argentina e Belga será apresentado também no certame El Príncipe, a primeira longa metragem de Sebastián Muñoz, que aborda a prisão perpétua de um jovem de 20 anos no Chile dos anos 70.
Bustamante não é o único representante da Guatemala em San Sebástian a abordar os tempos da guerra civil no seu país, já que César Díaz apresenta a sua segunda longa metragem, Nuestras madres (Nossas Mães), sobre os julgamentos de soldados envolvidos no conflito.
De Cuba chega o estreante Armando Capó com Agosto, filme sobre um jovem de 13 anos nos últimos dias do verão de 1994, no auge da crise dos Balseros, enquanto do Uruguai regressa ao certame Federico Veiroj, com Así habló el cambista, filme sobre o mercado negro de dinheiro depositado por argentinos e brasileiros que trabalham em Montevidéu, e estreia-se Lucía Garibaldi, com Los tiburones. Da Argentina vêm De nuevo otra vez, estreia na realização da atriz e dramaturga Romina Paula (Buenos Aires, 1979), e Los sonámbulos, quarto filme de Paula Hernández (Buenos Aires, 1969), sobre uma mulher e sua filha adolescente, que frequentam uma tensa reunião de família na casa da família do marido. O Perú está também presente, desta vez com La bronca, terceira longa-metragem dos irmãos Daniel e Diego Vega, vencedores da Un Certain Regard com o seu primeiro filme, Octubre. Na fita seguimos um adolescente que abandona o Peru dos anos 90 para se reunir com o seu pai em Montreal, no Canadá.

La Bronca
Outra obra pronta a dar que falar é a do ator, realizador e produtor de cinema Gael García Bernal, cuja carreira tem sido acompanhada de perto pelo Festival desde a sua estreia internacional como ator em Amores Perros. Em Donostia, Bernal apresentará a seu segundo filme como realizador, mas atua igualmente nele. Em Chicuarotes acompanhamos dois jovens adolescentes que tentam escapar à pobreza e violência no México. Uma nota ainda para a exibição do premiado em Sundance Monos, uma visão contemporânea de O Deus das Moscas assinada pelo colombiano-equatoriano nascido no Brasil Alejandro Landes.
Finalmente, fora de competição veremos ainda La ola verde, o segundo filme de Juan Solanas, que retrata a luta para conseguir o aborto legal na Argentina.

