Obras de Oliveira, Fellini, Cronenberg e Scorsese nos Clássicos do Festival de Veneza

(Fotos: Divulgação)

O Festival de Veneza decorre de 28 de agosto a 7 de setembro

O filme de Manoel de Oliveira, Franciscavai ser apresentado na próxima edição do Festival de Veneza na secção Venice Classics, que reúne filmes clássicos e documentários restaurados.

Apresentado na edição de 1981 em Cannes, na Quinzena dos Realizadores, Francisca, baseado no livro Fanny Owen, de Agustina Bessa Luís, “enreda-se numa reflexão das suas duas principais personagens, José Augusto e Camilo Castelo Branco, sobre a vida e as mulheres, o amor, o fatalismo e a desgraça. Enquanto este diálogo entre os dois se desenvolve ao longo do filme, as personagens vão sendo apanhadas na vida, como vítimas dos seus próprios conceitos“.

Segundo a Cinemateca, “o restauro em DCP teve origem na digitalização 4K do negativo de câmara em 35mm conservado pela Cinemateca. A correção de cor (Cinemateca) e o restauro digital da imagem (IrmaLucia) foram feitos usando uma cópia de época como referência. O som foi digitalizado a partir de um positivo de som tirado pela Cinemateca”.

Na mesma secção do festival vamos encontrar restaurações do filme checo de 1932, Extase, de Gustav Machat; do filme de 1952, Way of Gaucho (O Gaúcho), de Jacques Tourneur;  Lo sceicco bianco (O Sheik Branco) de Federico Fellini, que estreou no Festival de Cinema de Veneza em 1952, apresentado agora para celebrar o 100º aniversário do nascimento do realizador em 2020; Ensayo De Un Crimen (1955) de Luis Buñuel; The Incredible Shrinking Man (1957), de Jack Arnold; Le Passage Du Rhin (1960), de André Cayatte; a estreia no cinema de Giuliano Montaldo, Tiro al piccione, que estreou em Veneza em 1961; Khaneh Siah Ast (1962), do iraniano Forough Farrokhzad; um “projeto duplo” para Bernardo Bertolucci com La commare secca, o filme estreia do cineasta no Festival de Veneza de 1962, e Strategia del ragno (A Estratégia da Aranha), apresentado no Festival de Veneza de 1970;  Sodrásban (1963), do húngaro István Gaál; Tappe-haye Marlik (1964), do também iranoano Ebrahim Golestan; La Muerte De Un Buròcrata (1966), do cubano Tomás Gutiérrez Alea; Kalina Krasnaya (1973) de Vasiliy Shukshin; do filme produzido pela RAI, Maria Zef (1981), de Vittorio Cottafavi; Out of the Blue-Angústia de Viver (1980) por Dennis Hopper; o neozelandês Mauri (1988), de Merata Mita; e Crash, filme choque de David Cronenberg lançado em 1996.


Crash

Outra apresentação será a do filme Nova York, Nova York (1977), de Martin Scorsese, numa cópia 35 mm, cortesia da Metro Goldwyn Mayer (MGM), por ocasião do aniversário do centenário da United Artists. Esta nova cópia, executada especialmente para o Festival de Cinema de Veneza, é apresentada pelo famoso produtor Irvin Winkler, que também realizará uma masterclass após o final da exibição.

Completando a secção Clássicos de Veneza, será exibida uma seleção de documentários sobre o cinema e os seus autores. O line-up completo da seção será anunciado durante a conferência de imprensa para apresentação do programa do Festival de Cinema de Veneza, que será realizado em Roma esta quinta-feira, 25 de julho, às 11h.

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