A França fez o pleno no Festival de Cinema de Animação de Annecy, um dos mais proeminentes certames do género. A portuguesa Regina Pessoa saiu premiada com o seu Tio Tomás – A contabilidade dos dias, animação inspirada no seu próprio tio.

Depois de conquistar a Semana da Crítica do Festival de Cannes, J’ai perdu mon corps, de Jérémy Clapin, conquistou o principal prémio do certame, atribuído a longas-metragens, convencendo o júri e o público. A protagonista desta produção – que foi adquirida pela Netflix – é uma mão (tipo a de A Família Addams), que procura encontrar o corpo do seu “dono”, envolvido num caso de amor complicado.
Nas curtas-metragens, os principais prémios (júri e público) couberam a Mémorable de Bruno Collet, enquanto a portuguesa Regina Pessoa, e o seu Tio Tomás – A contabilidade dos dias, conquistou o Prémio do Júri.
Esta coprodução entre França, Portugal e Canadá, é inspirada “nas memórias afetivas e visuais” da infância da cineasta e pretende homenagear o seu tio Tomás, “um homem humilde e um pouco excêntrico que teve uma vida simples e anónima“. O filme recebeu ainda uma distinção pela sua banda-sonora, num prémio atribuído pela Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música (SACEM).

Aqui fica a lista de todos os vencedores do Festival de Cinema de Animação de Annecy:
Longas Metragens
Cristal de Longa Metragem: J’ai perdu mon corps de Jérémy Clapin (França)
Menção do Júri : Buñuel après l’âge d’or de Salvador Simo (Espanha/Paises Baixos)
Prrémio Contracampo : Away de Gints Zilbalodis (Letónia)
Prémio do Público : J’ai perdu mon corps de Jérémy Clapin (França)
Curtas Metragens
Cristal de Curta Metragem : Mémorable de Bruno Collet (França)
Prémio do Júri: Tio Tomás – A contabilidade dos dias de Regina Pessoa (Canadá / França / Portugal)
Prémio “Jean-Luc Xiberras” de 1ª Obra : La Pluie de Piotr Milczarek (Polónia)
Menção do Júri : Pulsión de Pedro Casavecchia (Argentina / França) – My Generation de Ludovic Houplain (França)
Prémio do Público : Mémorable de Bruno Collet (França)
Realidade Virtual
Cristal de melhor obra : Gloomy Eyes de Jorge Tereso e Fernando Maldonado (França)
Curtas Metragens “Off-Limits” :
Prémio “Off-Limits” : Don’t Know What de Thomas Renoldner (Aústria)

