Numa noite que teve como filme de encerramento A Árvore do Conhecimento, de Eugène Green, e foi feita uma homenagem a Patrícia Saramago, falecida esta semana o Doclisboa anunciou que reuniu cerca de 20 mil espectadores ao longo de onze dias e revelou os vencedores da sua 23.ª edição (16-26 outubro).
Na Competição Internacional, o Grande Prémio Cidade de Lisboa foi atribuído a The Night Is Fading Away, de Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini (Argentina), uma obra que acompanha um projecionista — numa Argentina a sentir os cortes de Javier Milei — que se transforma em vigilante do cinema onde trabalhava. Segundo o júri, o filme “celebra o cinema como a derradeira aventura coletiva, onde a imaginação e a solidariedade iluminam o caminho na escuridão.”
O Prémio Doclisboa do Júri distinguiu Tell Me a Fairy Tale, de Ebrû Avci (Turquia), enquanto o Prémio Médicos Sem Fronteiras – Portugal para Melhor Realização foi entregue a Fantasy, de Isabel Pagliai (França).
Na Competição Portuguesa, o Prémio Doclisboa para Melhor Filme foi para Água Mãe, de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres, que lança um olhar poético sobre Mértola e o Rio Guadiana, enquanto o Prémio Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu As Estações, de Maureen Fazendeiro. O Prémio Escola – ETIC foi entregue a Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar, com menção honrosa para Complô, de João Miller Guerra.
Na secção Verdes Anos, Ping Pong, de Tianji Yu, venceu o Prémio Conserveira de Lisboa, e Se Eu Não Morresse Nunca!, de David Falcão, recebeu o Prémio Pedro Fortes. O Doclisboa revelou ainda Under the Flags, the Sun, de Juanjo Pereira, como Melhor Primeira Longa-Metragem.
Nos prémios do público, Aurora, de João Vieira Torres, conquistou o Prémio Legal Partners Direitos e Liberdades, enquanto Soco a Soco , de Diogo Varela Silva, venceu o Prémio Canais TVCine.
Competição Internacional
- Grande Prémio Cidade de Lisboa: Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini — The Night Is Fading Away / La Noche Está Marchándose Ya (Argentina)
- Prémio Doclisboa do Júri: Ebrû Avci — Tell Me a Fairy Tale / Ji Min Re Çîro Kek Beje (Turquia)
- Prémio Médicos Sem Fronteiras – Portugal para Melhor Realização: Isabel Pagliai — Fantasy / Fantaisie (França)
Competição Portuguesa
- Prémio Doclisboa para Melhor Filme: Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres — Água Mãe (Portugal)
- Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri: Maureen Fazendeiro — As Estações / The Seasons
Prémio Escola – ETIC
- Maria Clara Escobar — Explode São Paulo, Gil / Gil, Let’s Explode São Paulo
- Menção Honrosa: João Miller Guerra — Complô
Competição Verdes Anos
- Prémio Conserveira de Lisboa para Melhor Filme: Tianji Yu — Ping Pong
- Prémio Pedro Fortes para Melhor Realização Portuguesa: David Falcão — Se Eu Não Morresse Nunca! / If I Would Never Die!
- Menção Honrosa: Valeria Lemeshevskaya — I Lit the Fire! / Men ottu kuyguzdum! (Quirguistão, Bielorrússia, Azerbaijão)
Competição Transversal
- Prémio Revelação – Doclisboa para Melhor Primeira Longa-Metragem: Juanjo Pereira — Under the Flags, the Sun / Bajo las Banderas, el Sol (Paraguai)
- Menção Honrosa: Lana Daher — Do You Love Me (França, Catar, Líbano, Alemanha)
Outros Prémios
- Prémio para Melhor Curta-Metragem: Hassen Ferhani — Baumettes Studio / Studio Baumettes (França)
- Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis – Agência Europeia para a Segurança no Trabalho: Sarah Vanagt — Wishful Filming (Bélgica)
Prémios do Público
- Prémio do Público Legal Partners Direitos e Liberdades: João Vieira Torres — Aurora
- Prémio Canais TVCine: Diogo Varela Silva — Soco a Soco / Punch for Punch

