Depois de ter anunciado que Greta Gerwig iria presidir o júri da competição à Palma de Ouro, o Festival de Cannes divulgou hoje que o canadiano Xavier Dolan vai liderar o júri da sua secção Un Certain Regard.
“É uma honra e um prazer regressar a Cannes como presidente do júri Un Certain Regard, declarou Xavier Dolan. Ainda mais do que fazer filmes, descobrir o trabalho de cineastas talentosos sempre esteve no centro da minha jornada pessoal e profissional. Vejo, nesta responsabilidade que me foi atribuída, a oportunidade de focar com os membros do Júri Un Certain Regard num aspecto essencial da arte do cinema: histórias contadas com verdade.“, disse o realizador de filmes como “Mamã” e “Matthias & Maxime“
Autodidata, Dolan escreveu, realizou, produziu e protagonizou a sua primeira longa-metragem, “I Killed My Mother“, prosseguindo com “Heartbeats“, a sua primeira entrada na Un Certain Regard, quando tinha apenas 21 anos. Dois anos depois, “Laurence Anyways“, que estreou na mesma secção, ganhou o prémio de Melhor Atriz ex-aequo para Suzanne Clément. No certame, seguiu-se “Tom at the Farm” e “Mommy”, o seu primeiro filme na corrida à Palma de Ouro, e que lhe valeu o Prémio do Júri ao lado de “Adeus à Linguagem“, de Jean-Luc Godard.
No ano seguinte, Xavier Dolan integrou o Júri presidido pelos irmãos Coen no 68º Festival de Cannes, e voltou a concorrer à Palma de Ouro com “Tão Só o Fim do Mundo” e “Matthias & Maxime“. Pelo caminho, assinou ainda “The Death & Life of John F. Donovan“.
Além de realizador, Dolan atua, tendo recentemente dado nas vistas no último filme de Xavier Giannoli, “Ilusões Perdidas“.

Curiosidade
Por “Mommy“, Dolan recebeu das mãos da neozelandesa Jane Campion o Prémio do Júri juntamente com “Adeus à Linguagem“, de Jean-Luc Godard. Com esta escolha, o júri premiou tanto o cineasta mais velho (84) como o mais jovem (25) em Competição, provando que a originalidade não é prerrogativa da juventude, nem a maturidade da experiência.

