O drama húngaro “Erasing Frank”, de Gábor Fabricius, que estreou na Semana da Crítica de Veneza, ganhou o Grande Prémio do Júri de Ficção do Movies that Matter, certame que decorreu presencialmente em The Hague, nos Países Baixos, e online, de 8 a 16 de abril.
O júri, composto pela atriz Monique van de Ven e os realizadores Aboozar Amini e Kaouther Ben Hania, declarou-o um “filme mais do que urgente”. “Erasing Frank” segue o cantor punk Frank, que é colocado em uma instituição psiquiátrica na Hungria comunista em 1983.
Já o nomeado ao Oscar “Writing With Fire“, de Rintu Thomas e Sushmit Ghosh, que acompanha a equipa de jornalistas totalmente no feminino do jornal Dalit Khabar Lahariya, foi premiado com o Grande Prémio do Júri para Documentário. Os membros do júri, Ryan Harrington (Film for Kinema), o cineasta Sahra Mani e o produtor Toni Kamau, afirmaram que esta obra é “uma peça de cinema que fala a verdade ao poder, [que] traz voz aos sem voz e destaca questões importantes em torno das comunidades marginalizadas – tudo ao mesmo tempo, inspirando audiências e criando mudanças reais”.
O documentário recebeu ainda uma menção especial na Competição Ativista, cujo vencedor foi “The Territory“, de Alex Pritz. Com a produção de Darren Aronofsky, “The Territory“ segue um jovem líder indígena que luta contra os agricultores que ocupam uma área protegida da floresta amazónica.
Hany Abu-Assad recebeu o Dutch Movies Matter Award por “Huda’s Salon“, no qual duas mulheres lutam por sua liberdade, enquanto “Ik ben een bastaard’ de Ahmet Polat recebeu uma menção especial.
Finalmente, nas curtas-metragens, a distinção máxima foi para “My Uncle Tudor’” de Olga Lucovnicova, enquanto “Little Palestine, Diary of a Siege“ arrecadou o Students’ Choice Award.

