Exclusivo: Entrevista a Liana Liberato, a protagonista de «Trust – Perigo Online»

(Fotos: Divulgação)

No filme Trust – Perigo Online, Annie (Liana Liberato) é uma jovem de 14 anos que faz um novo amigo online, um rapaz de 16 anos chamado Charlie, que conheceu numa “chat room” de voleibol.

Os pais, Will e Lynn (Clive Owen e Catherine Keener), não pensam muito no assunto, falando apenas com a filha sobre essa amizade e assumindo que é algo normal entre adolescentes que comunicam pela Internet.

Mas depois de várias semanas de conversas, Annie fica cada vez mais seduzida por Charlie, já não conseguindo passar sem ele. Aos poucos, descobre que ele não é quem diz ser. No entanto, continua completamente intrigada por ele, mesmo após o seu segredo ser revelado. Uma revelação devastadora, com implicações para toda a sua família, desencadeando uma série de acontecimentos que irão mudar as suas vidas de uma forma que ninguém poderia prever.

No papel principal, o de Annie, temos uma quase estreante: Liana Liberato, uma jovem atriz que promete dar que falar e que em breve veremos no cinema em Trespass (ao lado de Nicolas Cage e Nicole Kidman) e em The Expatriate, ao lado de Aaron Eckhart e Olga Kurylenko.

A jovem atriz falou em exclusivo ao c7nema e contou-nos como foi trabalhar nesta obra, deu sugestões aos jovens em relação à Internet e revelou um pouco mais sobre as suas personagens em projetos que em breve vão chegar às salas.


Antes de mais, queria dizer que a achei fantástica em Trust. Como foi o casting e a preparação para o papel?

Muito obrigado. Ainda bem que gostou. O casting decorreu durante um mês e envolveu duas reuniões com o realizador, David Schwimmer, e um ensaio com o Clive (Owen) e a Catherine (Keener). Foi todo um processo muito excitante.

No que diz respeito à preparação, a maior parte do trabalho foi entrar na personagem que iria interpretar. Preparar-me para aquilo que a Annie passou, física e mentalmente. Com a ajuda do David, da Catherine e do Clive, não foi muito difícil encontrar a minha zona de conforto e encarná-la.

E como foi trabalhar com o David Schwimmer e com nomes como Clive Owen e Catherine Keener?

Trabalhar com um elenco tão dedicado foi um prazer. Após passar dois meses com eles, tornámo-nos uma grande família. E mesmo que o material em que trabalhávamos fosse pesado, a atmosfera e o ambiente nos sets eram ótimos. O David é fantástico e agora é um dos meus amigos mais queridos. E como ele é também ator, e extremamente apaixonado por este assunto, mostrou-se sempre aberto a sentar-se comigo e responder às minhas dúvidas. Foi maravilhoso estar rodeada de pessoas fantásticas que sempre me ajudaram.

Clive Owen, o seu pai no filme, trabalha em marketing e faz uma campanha publicitária com adolescentes em poses sensuais. Acha que a sociedade, de certa maneira, é cúmplice da exposição dos jovens aos perigos?

Eu pessoalmente acho que esta geração, devido aos filmes, Internet, revistas, etc., vê as fotos picantes nos placards sem as considerar ofensivas. Às vezes olhamos para esses cartazes de publicidade a roupa e quem lá está aparece quase nu. A única maneira de perceber o que realmente estão a publicitar é olhar para a marca. A sexualidade tornou-se muito vulgar hoje em dia. Acho que as pessoas deveriam ser mais cuidadosas com o que é mostrado na Internet e nas revistas. É isso que a minha geração mais observa hoje em dia. Podemos, aos poucos, alterar a forma como as pessoas olham para essas campanhas (como as que surgiam no filme) e esperar que elas acabem.

Tem algum conselho que queira dar aos jovens que navegam na Internet ou dicas para evitar que aconteça a outros jovens o que acontece à sua personagem?

Acho que a melhor coisa a fazer é manter sempre uma conversação aberta com os pais. Sentirem-se confortáveis para falar com eles sobre as atividades online, porque, se não o fizerem, podem acabar em situações perigosas. Também há que conhecer as nossas limitações e não falar com desconhecidos. Apenas adicionar amigos que conheçam pessoalmente e nunca se envolver em salas de conversação abertas. Há gente muito perigosa na Internet. Verdadeiros profissionais na arte da manipulação e, se não forem cuidadosos, podem acabar numa situação de perigo. Mantenham sempre os olhos abertos.

Tem uma atriz preferida, alguém que a inspire?

Há tanta gente que admiro nesta indústria. É engraçado porque, quanto mais tempo passo com estes atores talentosos, mais percebo que cada um deles tem a sua própria forma de se preparar para um papel. Posso dizer que atualmente sou uma grande admiradora do James Franco. Acho que é um ator incrível.

Brevemente vamos vê-la em Trespass e The Expatriate. Como foi a experiência de trabalhar com atores como Nicolas Cage e Nicole Kidman em Trespass e com Aaron Eckhart e Olga Kurylenko em The Expatriate?

No meu curto percurso como atriz já tive o prazer de trabalhar com gente bastante incrível. O Nicolas Cage e a Nicole Kidman são fantásticos. Como o elenco era composto por apenas oito pessoas, ficámos todos muito ligados. Divertimo-nos muito.

Trabalhar com o Aaron e a Olga também foi muito divertido. Nem sei por onde começar a explicar o quanto me ri durante as filmagens. O Aaron e eu passámos, literalmente, todos os dias a fugir, a ser baleados e a fazer acrobacias. Admiro muito o Aaron. Ele é de uma dedicação fantástica e um ótimo ator para trabalhar.

Pode descrever um pouco mais as suas personagens nos dois filmes?

Ao contrário de Trust, as minhas personagens em Trespass e The Expatriate são um pouco diferentes. Ambas têm mais experiência de vida e são menos ingénuas. Em Trespass, a personagem é um pouco rebelde e sabe o que quer. É esperta.

Em The Expatriate, a minha personagem ainda tem muito para aprender e está realmente a tentar ajustar-se à nova vida com o pai. Ela é muito espirituosa e tem o raciocínio rápido. É muito interessante ver o quanto ela cresce após todas as coisas loucas que vão acontecendo ao pai. É uma rapariga forte.

Onde se vê daqui a 10 anos?

Honestamente? Não faço ideia. Mas gosto disso. Gosto do conceito de não saber o que vou fazer nos próximos dez anos. Estou muito entusiasmada para ver onde a vida me leva. Não sei se estarei a escrever, a atuar, a produzir ou até instalada no campo. Estarei satisfeita se for feliz e se continuar a gostar do que estou a fazer. Para já estou muito feliz com a minha vida, por isso espero continuar a fazê-lo por muito mais tempo.

 
 
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