Depois de receber um anel com poderes especiais de um alienígena, o piloto de testes Hal Jordan transforma-se em Lanterna Verde. Nasceu mais um super-herói. Paulo Portugal esteve em Madrid e conversou com o divertido e inteligente Ryan Reynolds.
Gostou de ter um papel mais leve do que normalmente é pedido a um super-herói? Ajudou-lhe o facto de ter alguma experiência em comédias?
Acho que este filme seria disparatado se fosse levado a sério. Faz sentido gozar um pouco com as situações. Acho que a diversão faz parte do eventual sucesso da personagem.
Se fosse um super-herói, que tipo de superpoder gostaria de ter?
Se tivesse um superpoder, usá-lo-ia para fazer coisas que não era suposto fazer. Possivelmente até o usaria para fazer coisas más.
É verdade que se levantava às quatro da manhã para se exercitar? Pelo menos foi o que o realizador Martin Campbell nos disse…
(risos) Sim, é verdade, por vezes levantava-me mesmo muito cedo. Aos 34 anos já não tem graça nenhuma cair no cimento. No fundo, foi uma forma de fazer o filme sem me magoar.
Foi mais difícil para si participar em «Buried» (2010), em que passava o filme todo enterrado num caixão, ou neste, em que contracena com efeitos especiais que só depois poderá ver?
É difícil responder. São ambas experiências complicadas, mas trata-se sempre de representar. Ao passar um mês num caixão, o nosso corpo acaba por se adaptar. Mas no final estava feito num caco. Com o «Lanterna Verde» foi frustrante de outro modo, pois tive vários meses a falar com uma bola de ténis.
Não foi estranho também receber um anel de um homem, sobretudo depois de uma mulher (Sandra Bullock) se ter declarado no filme «A Proposta» (2009)?
(risos) Sim, eu aceito propostas de casamento de todos os tipos (risos). Acho que toda a gente se deve casar.
Que significado tem para si quando o indicam como “o homem mais sexy”?
É uma forma de vender revistas, não significa muito para mim. É muito agradável ouvir isso, mas não passa de uma ilusão.
Como encara a cultura de celebridades hoje em dia?
É um pouco assustador sabermos tanto sobre determinadas celebridades. Há demasiada informação disponível sobre muita gente. Em parte porque algumas celebridades gostam de contar tudo a toda a gente; as outras partes são mais estranhas e invasoras da privacidade. Eu acredito na privacidade, não no segredo. Como figura pública, entendo que por vezes temos de falar sobre nós próprios, faz parte do processo.
Acha que, agora que já não é casado, terá menos exposição mediática?
Não, acho até que terei mais por voltar a solteiro. Ainda que 98% das vezes essa exposição seja falsa e nos coloque a ter um romance com alguém que nunca vimos.
Artigo publicado no Correio da Manhã

