Há filmes sobre os quais pouco ou nada sabemos e entramos na sala curiosos com o que vamos encontrar porque temos um pressentimento de que vamos nos sentir bem no final. Foi o caso deste O Verão da Minha Vida, o primeiro realizado por Nat Faxon e Jim Rash.
O Verão da Minha Vida conta a história de Duncan (Liam James), um jovem de catorze anos que vai passar o verão com a mãe, Pam (Toni Collette), o namorado dela, Trent (Steve Carell), e a filha deste, Steph (Zoe Levin), para uma casa na praia em Cape Cod, Massachusetts.
Duncan sente-se um renegado e prefere passar o tempo sozinho ou a fazer algo produtivo. Será neste verão que ele vai passar por uma aventura inesperada.
A constante de um filme onde simpatizamos com o protagonista ajuda muito. Tentamos perceber como é que ele estabelece as relações e como as mantém, o que promove um constante sentimento feel good. Mesmo durante as cenas mais sérias pensamos que, no fundo, tudo acontece por uma razão e acreditamos verdadeiramente que Duncan é forte o suficiente para lidar com esses problemas. Ele mostra que ser adolescente não é desculpa para não ser levado a sério.
É este o tema do filme: como lidar com pessoas que não nos dão maiores créditos quando temos apenas catorze anos. Será que podemos saber o que é o amor verdadeiro? Apoiar aqueles que amamos em momentos difíceis? Lidar com estúpidos que nos rebaixam?
O grande ponto alto do filme é quando ele vai trabalhar para o parque de diversões aquático, onde consegue ser realmente feliz e onde os espectadores partilham o seu bem-estar. Isto faz com que o tom da narrativa, dentro e fora do parque, sofra constantes contrastes, o que aumenta a significância das cenas, sempre com uma grande banda sonora a acompanhar.
Tudo isto culmina numa sequência final digna, que faz com que os espectadores saiam da sala de cinema com um sorriso na cara e uma vontade enorme que o verão chegue.
O Melhor: O feel good do filme todo.
O Pior: As coisas boas têm de acabar

Ricardo Du Toit

