«This is the End» (Isto é o Fim!) por Nuno Miguel Pereira

Existem filmes difíceis de qualificar, por não haver termo de comparação ou por serem algo tão diferente que não devemos usar os mesmos meios para os analisar. Talvez a melhor maneira de os criticar seja em pensar na sensação que ficou após a visualização dos mesmos. Em Isto é o Fim! é o que acontece.

A história é uma adaptação fidedigna do último livro do Novo Testamento, O Apocalipse. Isto, se o Apocalipse falasse de atores de Hollywood drogados fechados numa mansão, a tentar escapar a uma morte apocalíptica.

A verdade é que todos os atores presentes parecem representar-se a si próprios, mas de forma um pouco exagerada. Exceção feita a Michael Cera, que faz de um cocainómano, viciado em sexo, histérico e odiado por todo o Hollywood. Ele acaba por ter uma aparição curta, mas muito divertida.

Depois temos Emma Watson, que faz de Emma Watson versão Xena a princesa guerreira com um sotaque britânico capaz de derreter transversalmente, infelizmente por pouco tempo. A trupe residente é constituída por Seth Rogen, James “High” Franco, Jonah Hill, Danny Macbride e Jay Baruchel.

A sensação que todos estes personagens deixaram é que numa situação de fim do mundo, eles iriam tentar salvar primeiramente a cerveja e a droga. Depois, logo pensavam em salvar-se a si próprios. Destaque também para as referências cinematográficas presentes no filme, que englobam, por exemplo, um Jonah Hill versão exorcista.

Co-realizada e escrita por Seth Rogen, em colaboração com Evan Goldberg, Isto é o Fim! é tudo aquilo que promete. Uma comédia sobre o fim do mundo, vista por pessoas alcoolizadas e drogadas. Não é ultrajante, nem chocante, é apenas uma hiperbolização da ideia que as pessoas têm daqueles atores, canalizada para fazer algo divertido e que entretém do principio ao fim.

Com uma banda sonora que vai desde Backstreet Boys a Black Sabath, esta é assim uma obra alucinada, onde se fica com a sensação que a ideia para o argumento nasceu numa taberna, enquanto se bebericava uma, duas, ou dez cervejas e se pensava, “Eh pah e se me passasses um charro e fosses buscar a câmara para ver o que é que sai?“. Saiu um Jonah Hill gay, um Green Goblin drogado, um Seth Rogen igual a si próprio e um Jay Baruchel a representar o Canadá. No meio disto tudo, Danny MacBride, foi aquele que mais investiu e estudou a sua personagem, por volta de 5 minutos e um copo de absinto.

O melhor: As atuações caricaturais dos atores.
O pior: A história é algo básica.


Nuno Miguel Pereira

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