«Ronal Barbaren» (Ronaldo – O Bárbaro) por Nuno Miguel Pereira

(Fotos: Divulgação)

Numa época de crise, muitos dizem que a solução é pensar out of the box, ser criativo e surpreender o mercado. Se a vida nos dá limões, pintamo-los e vendemos laranjas. Ora Ronaldo, o Bárbaro é um limão trasvestido de laranja. O problema é quando a fruta além de falsa, vem estragada. Nessa situação o melhor é chamar a ASAE (ou neste caso todas as mentes que tiveram a ideia de lançar este filme).

O filme segue a vida de Ronaldo, um bárbaro enfezado e medricas que vê toda a sua vila ser capturada, às mãos do malvado Volcazar. Agora cabe a Ronaldo, descobrir uma espada, daquelas especiais, e matar o mauzão da fita.

À primeira vista temos um filme de animação (um limão). Porém, juntamos vernáculo a um “humor” desapropriado para as crianças (demasiadas referências a virilhas e sangue) e temos uma laranja (para maiores de 16 anos). Volta a ser limão, quando se decide criar uma versão dobrada em Português deste filme. Verdade seja dita, a história é totalmente infantil e desinteressante, mas as imagens do filme são demasiado explicitas para um público pequeno. Só me resta pensar que este filme foi criado para um público entre os 16 e os 18 anos, com muito tempo livre para gastar.

Qualidades? A cena pós-créditos era engraçada.

O melhor: A cena pós-créditos.
O pior: Todo o filme no geral


Nuno Miguel Pereira

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