«42» por Diogo Guerner

(Fotos: Divulgação)

 

Usando o basebol como pano de fundo, ’42’ conta a historia verídica de Jackie Robinson (Chadwick Boseman), o primeiro jogador nergo a quebrar a barreira racial da Liga Profissional de Basebol Norte-Americana. Numa época em que a segregação racial estava na ordem do dia, o momento em que Robinson assina pelos Brooklyn Dodgers despoleta uma guerra que ultrapassa em muito o campo de jogo.

’42’ segue Robinson durante a sua época de estreia (1947), que com a ajuda do chefe da equipa Branch Rickey (Harrison Ford) luta contra a discriminação e o racismo característico deste momento importantíssimo da historia dos Estados Unidos.
O filme é emotivo e faz um bom trabalho na maneira em que coneta o espectador com os desafios impostos a Robinson, oferecendo não só a possibilidade de observar e compreender a mentalidade da época mas oferecendo também uma oportunidade de analisar e reflctir sobre a maneira como olhamos para quem nos rodeia, demonstrando que, apesar de distinto, o racismo é algo que continua presente nos dias que correm.

Apesar de abordar com sucesso um dos temas mais controversos do século XX, ’42’, tal como a maioria dos filmes sobre desporto de alta competição, peca pela falta de originalidade e pela previsibilidade da narrativa. Após os primeiros 15 minutos a sua intenção é demasiada clara, fazendo com que a sua mensagem e ideologia sejam por demais óbvias, o que contribui em grande parte para que o seu desfecho seja bastante previsível.

No que toca à representação Chadwick Boseman oferece uma interpretação bastante solida no papel de Jackie Robinson, mas é Harrison Ford que se destaca. Habitualmente caracterizado como um ator pouco versátil, Ford oferece uma faceta nunca antes vista, fugindo assim ao seu estereotipo comum, o que faz de Branch Rickey uma das personagens mais interessantes que o ator desempenhou nos últimos tempos.

’42’ pode ser resumido como um filme competente que entusiasma, entretém e que faz pensar. No entanto, peca pelos lugares comuns da narrativa, tornando-se em algo que já foi visto e repetido no cinema por inúmeras vezes.

O Melhor: Harrison Ford e a mensagem
O Pior: Previsibilidade e falta de originalidade


Diogo Guerner

 

 

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