«Turbo» por Nuno Miguel Pereira

(Fotos: Divulgação)

 

Filme da Dreamworks, tuning de caracóis, Samuel L. Jackson e Snoop Dog (ou Lion). Com esta premissa as expetativas eram elevadas, até porque no verão os caracóis caiem sempre bem. No final, as expetativas viraram bocejos, mas já lá vamos…

Turbo é um caracol que sonha em ser rápido, no entanto por impossibilidades óbvias, não nasceu com essas características. No entanto, tudo muda quando – por circunstâncias da sua vida – vai parar ao interior de um carro de corridas e toma um banho em Nitro. Assim como o Peter Parker virou forte depois de ser mordido por uma aranha, o Turbo torna-se rápido e com um auto-rádio instalado (coisa rara nos caracóis e caracoletas desta vida). Passada que está esta parte super “realista“, surge outra com ainda mais enfase no “realismo”. Turbo e o seu irmão, são encontrados pelo co-proprietário de uma carrinha de Tacos, que organiza corridas de caracóis, e juntos decidem que o mais sensato é porem Turbo a competir contra carros de corrida no Indianápolis 500.

Obviamente, o realismo não é fator preponderante em histórias de animação. Por outro lado, e neste caso, a história é demasiado ridícula e infantil, sendo necessário ter 6 anos e saturação em açúcares para gostar do enredo e não adormecer a meio. Em comparação com outros filmes do género neste ano, Turbo acaba por marcar passo (de caracol). O mais irónico é que apesar do título, o filme é lento no seu desenrolar. Pior, não tem piada e nem as vozes dos caracóis na versão original conseguem arrancar sorrisos.

O melhor: O caracol gordo que aparece lá pelo meio. O facto de sempre que ouvia o Samuel L. Jackson me lembrar de frases do Pulp Fiction.
O pior: História com desenrolar e desfecho cliché e com uma premissa que indica que alguém andou a fumar coisas estranhas (talvez facultadas pelo Sr. Dog/Lion) na altura de escrever o argumento. Não tem piada.


Nuno Miguel Pereira

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