Este bem podia ser um filme apoiado pela máxima de lógica fatal que fez vigor nos anos 70 “droga, loucura, morte!“, mas o segundo filme do fotografo tornado realizador novaiorquino, natural do Bronx, é mais do que isso.
Antes de mais, mostra-nos Al Pacino em grande estilo, no filme que antecedeu O Padrinho. O que nos leva a concluir que Pacino foi criação de si próprio e do Actor’s Studio, isto porque já é o Pacino seguro de Serpico e com o potencial de Scarface. Ao lado de uma bela e frágil Kitty Winn (Exorcista) e num romance e jogo perigoso em redor do tal parque das agulhas, acima da rua 76, em Manhattan, onde os heroinómanos vegetavam. Impressionantes as várias cenas em que vemos a agulha a entrar na veia e cumprir o ritual. Presente na sala, Schatzberg aconselhou até a que os mais frágeis olhassem para o lado, para evitar que se sentissem mal, como acontecera na sessão anterior.
Bela Câmara a mão, à solta em Manhattan. Bela cópia.

Paulo Portugal

