Estudo demonstra que 3D tem mais desvantagens que vantagens (e nem estamos a falar de dinheiro)

(Fotos: Divulgação)
Apesar de James Cameron e a indústria defenderem, quase cegamente, o formato 3D, aos poucos vão surgindo os resultados de estudos que comprovam aquilo que já é, mais ou menos, senso comum por parte do espectador, ou seja, que o 3D no cinema tem trazido mais desvantagens e «dores de cabeça» (literalmente) do que um verdadeiro avanço para a envolvência do espectador na história.
 
Segundo a Fox News, L. Mark Carrier, docente da Universidade da Califórnia, realizou um estudo em que colocava 400 dos seus alunos a verem três filmes em 3D e 2D, comparando depois cada uma das experiências individuais. As obras que serviram para os testes foram «How To Train Your Dragon» (Como Treinar o Teu Dragão), «Alice in Wonderland» (Alice no País das Maravilhas) e «Clash of the Titans» (Duelo de Titãs), tendo «as cobaias» de preencher inquérito após o seu visionamento.
 
E os resultados falam por si. Os participantes comprovavam que os filmes não se tornavam mais marcantes ou memoráveis pela utilização do 3D, mas têm três vezes mais hipóteses de ficar com os olhos mais cansados, com mais dores de cabeça e mesmo Astenopia.
 
Assim, os resultados apontam para a continuação do uso do formato apenas por razões económicas. Os resultados de a maioria dos filmes, como «Os Smufs» ou  o último Harry Potter demonstram isso mesmo.
 
Será que com as ditas 48fps que «The Hobbit» e «Avatar 2» ter o formato vai evitar esta nítida morte lenta? É que nos parâmetros actuais, a não ser por imposição dos estúdios, será muito difícil o formato ter um real futuro.
 
Jorge Pereira 

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