Um estudo da Universidade da Pensilvânia (EUA), publicado este mês, revela que de 1950 a 2006 triplicaram o número de suicídios nas obras cinematográficas.
Este estudo visava a relação entre o aumento de suicídios no cinema e os valores da «vida real», tendo em conta os dados relativos a adolescentes que tentaram por fim à sua vida.
E apesar de Patrick E. Jamieson, o autor do estudo, referir que é impossível estabelecer uma ligação directa entre os dois elementos, ele considera que se deveria, por precaução, estudar melhor essa conexão, até porque a exposição a estes temas pode fazer os adolescentes pensarem que um problema psicológico que tenham pode só ter resolução com a morte.
Para a execução deste trabalho foram tidas em consideração 855 obras e o autor admite que se deve considerar tomar medidas no que toca à classificação etária das obras que envolvem suicídio das personagens.
De 1968 a 1984 os filmes com a classificação R (Maiores de 17 anos) têm cinco vezes mais comportamentos suicidas que os classificados G (para todas as idades). Porém, não existe assim tanta diferença entre o PG-13 (maiores de 13 acompanhados com os país) e o R, no que toca à presença da temática. Como é entre os 13 e os 17 que sucedem muitas mortes de adolescentes, o estudo procura mostrar que talvez fosse de considerar que as obras que tivessem estes temas passassem a ser todas R.
A MPAA (organismo que tutela a classificação dos filmes nos EUA) recusou comentar estes resultados, esperando-se no entanto uma reacção política a estes resultados.
Jorge Pereira

