O mercado português de distribuição está – em teoria – mais equilibrado depois do catálogo da Warner Bros. abandonar a NOS Lusomundo Audiovisuais e passar a ser gerido pela Cinemundo a partir do dia 1 de julho.
Distribuidora que assentava o seu catálogo em produções “indie” (fora do sistema de grandes estúdios) até há bem pouco tempo, a Cinemundo passou em 2020 a distribuir os filmes da Universal Pictures, depois do estúdio também abandonar a NOS Lusomundo Audiovisuais em ambiente de “guerrilha”, com os seus filmes a desaparecerem do circuito de exibição da NOS Lusomundo Cinemas.
Pelo que conseguimos apurar, a questão da relação com o circuito exibidor da NOS contínua complexa. Porém, e no nosso entendimento, com a Universal e Warner Bros. unidas num único distribuidor, o poder de negociação é certamente diferente ao do passado.
Foi no Pátio da Galé, em Lisboa, que esta reforçada Cinemundo apresentou os filmes que vamos ver em 2021 nas salas de cinema, cerca de 32, tantos como as semanas que faltam até ao final do ano.

O primeiro destaque imediato vai para “Velocidade Furiosa 9”, encarado como um “messias” para tempos ainda pandémicos. O filme protagonizado por Vin Diesel e companhia, da Universal, chega dia 24 de junho aos cinemas. Também da Universal, temos este ano ainda o regresso de “Os Croods” (julho), “Halloween” (outubro) e “Downtown Abbey” (dezembro).

Com a chegada da Warner Bros. e do seu catálogo, blockbusters como “Duna” (setembro), “Esquadrão Suicida” (agosto) e o novo “Matrix” (dezembro) passam a ser distribuídos pela Cinemundo, juntamente com trabalhos como o novo filme de Clint Eastwood (“Cry Macho”, em outubro) ou animações como “Space Jam” (julho).
Fora os filmes destes grandes estúdios de Hollywood, a Cinemundo continua a dar cartas com a estreia em setembro do terceiro filme da saga “After” e do novo projeto de Edgar Wright, “Last Night in Soho“, além do também adiado “Fátima” (outubro).
No cinema português, “Bem Bom”, sobre As Doce, estreia em julho, enquanto a 1 de dezembro existe ainda outro filme nacional pronto para estrear, mas que não foi divulgado no evento que decorreu hoje ( “Salgueiro Maia”? Uma nova versão de “O Pai Tirano“?).
Uma nota final para a decisão da distribuidora em manter, “dentro do possível”, uma janela de exclusividade robusta para as salas de cinema, vincando-se no evento a diferença entre a experiência de assistir um filme em sala ou em streaming.

