Com assinatura de Vicky Jones e Phoebe Waller-Bridge, Run segue a história de Ruby Richardson (Merritt Wever) e Billy Johnson (Domhnall Gleeson), “namoradinhos” da faculdade que se reencontram passados 17 anos
A vida de Ruby é monótona e aborrecida e quando recebe uma SMS do ex-namorado com a palavra “Run“, abandona a família e vai ao seu encontro. Num comboio encontra-se com Billy. Quando a aventura começa, o casal entra num universo de tensão, segredos e de choque com a realidade.
Este resumo é incrível e a história que aqui é prometida tinha um potencial imenso. A aventura de Ruby e Billy tinha tudo para ser no mínimo sensual, mas não é. A história depressa resvala para uma fronteira onde a indefinição de género não a engradece: tão depressa é um thriller, como drama, como comédia, mas sempre insonsa.
A indefinição de género, os constantes flashbacks, as histórias cruzadas, os esclarecimentos das personagens não são usados da forma mais correta e empatia com as personagens principais é muito difícil de atingir, sobretudo quando o argumento tem momentos que atinge o patamar do idiota. O que é um tanto ou quanto culpável, principalmente se tivermos em conta que nos papéis principais estão dois competentes atores, com destaque para Merritt Wever, cuja recente participação em Unbelievable é soberba. Entre os dois atores não há grande empatia, as cenas [ditas] íntimas são bastante sofríveis.
Talvez se Run se mantivesse num único registo, ou drama ou assumindo somente a categoria de comédia, tivesse resultado melhor.
Os cinco primeiros episódios da série HBO não cativam. Era esperado mais e melhor da dupla que nos trouxe momentos de excelência com Fleabag e Killing Eve.
Run estreia na HBO a 13 de abril.

