Maddy The Model: retrato da supermodelo com síndrome de Down

(Fotos: Divulgação)

Em virtude da crise global causada pelo Covid-19, o CPH: DOX decidiu lançar sua edição 2020 numa versão digital. Uma edição que o C7nema está a seguir com particular atenção

O regresso ao cinema da documentarista Jane Magnusson, mais conhecida por Bergman – Um Ano, Uma Vida (2018), tem como centro Madeline Stuart, a primeira supermodelo profissional do mundo com síndrome de Down.

O seu filme, que teve estreia no CPH:DOX em Copenhaga (versão online), traça os desafios permanentes da jovem australiana num mundo competitivo como o da moda, sempre acompanhada pela mãe, que não tem medo em dizer que por mais que se diga o contrário, nenhum pai ou mãe fica satisfeito quando surge o diagnóstico de “sindrome de Down” na condição do filho. É que por mais que exista inclusão no mercado de trabalho e na sociedade, há coisas banais que ela tem consciência que a filha nunca conseguirá, como ter – por exemplo – a carta de condução.

Maddy The Model é acima de tudo um crowd pleaser esperançoso e didático, usando Madeline como arquétipo para a transformação do pensamento, para a mudança ou maior abrangência dos conceitos de beleza padronizados por uma indústria e sociedade que tantas vezes é caracterizada como o principal rosto para a objetificação da mulher.

E durante cerca de 90 minutos assistimos à interação de Madeline nesse mundo, as suas alegrias, tristezas, inseguranças, brincadeiras e birras. A relação com o seu namorado também é abordada, bem como o lado de todos aqueles que acompanham estas pessoas a vida toda, que neste caso é uma mãe que vive completamente para a filha e para a nova realidade laboral que se lhe apresenta: a de ser a primeira pessoa com o síndrome de Down a quebrar barreiras e tabus, tão simples como o facto de ser pioneira em ter um visto de trabalho nos EUA.

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