Angoulême: das BDs para o audiovisual

(Fotos: Divulgação)

O 47º Festival de Angoulême está agendado de 30 de janeiro a 2 de fevereiro

Disputado pela indústria da TV, do streaming e do cinema após o sucesso internacional da série The Walking Dead, Robert Kirkman, um dos argumentistas de maior prestígio na praça da Banda Desenhada (BDs) na atualidade vai ganhar um painel e uma exposição da sua obra no 47º Festival de Angoulême.

Embora a Comic-Con de San Diego (feira anual de cultura nerd) seja a vitrine mediática de maior badalação para os comics, Angoulême, uma cidade no sudoeste da França, é encarada como a capital mundial das graphic novels e strips de autor: desde 1974, o mês de janeiro por lá é dedicado a um evento de análise, premiação e venda de álbuns ilustrados, onde as novas tendências artísticas dos atores são definidas. A seção dedicada a Kirkman tem como foco o intercâmbio de narrativas entre televisão, cinema e BD, além de abordar a criação de novos veios para um género como o horror zombie.

Ainda interessado num debate de comics e as linguagens audiovisuais, Angoulême vai passar em revista Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (2017), de Luc Besson, que ficou nas bilheteiras bem aquém das expetativas. A revisão do projeto vai dar-se a partir de uma homenagem a um dos criadores do herói: Pierre Christin, escritor hoje com 81 anos.

E não vai faltar espaço para se falar da Marvel, uma vez que A Morte da Poderosa Thor, a versão feminina do filho de Odin (a ser levada às salas por Taika Waititi, com Natalie Portman), está na disputa pelo troféu de melhor BD do ano.

Também está em competição uma nova versão de um dos maiores legados do cartunista Jean Giraud Moebius (1938-2012): o Tenente Blueberry. O novo álbum em BD do herói do Oeste é assinado por Joann Sfar e Christophe Blain. Em 2004, ele foi levado ao grande ecrã pelo cineasta Jan Kounen, com Vincent Cassel. Mas há novas adaptações à vista.

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