É, inquestionavelmente, um dos fenómenos mais falados e amados de 2019.
Envolto em grande mistério e composto por doses colossais de doçura e fofice extrema, o designado “Baby Yoda” roubou os holofotes da série Disney+, The Mandalorian. Antes de avançarmos, avisamos os leitores – sobretudo os que ainda não viram a série de Jon Favreau e que pretendem ver – que o texto que se segue contem spoilers.
O pequenito ser verde é apresentado logo no primeiro episódio da série. A personagem interpretada por Pedro Pascal é contratada para perseguir um alvo de 50 anos cuja identidade está envolva em secretismo. Depois de enveredar numa missão para resgatar o alvo, o Mandaloriano alcança finalmente o seu objetivo mas que definitivamente não é o que esperava. Dentro de um berço de alta tecnologia, a figura de 50 anos é nada mais nada menos do que um bebé muito parecido com Yoda…
De que espécie é esta amorosa personagem?
Por enquanto, não há resposta. Não se sabe qual o planeta de origem nem qual o nome da espécie e por isso tem-se escrito e dito que é da “espécie do Yoda”.
Quando George Lucas criou Yoda, a personagem foi concebida como uma criatura misteriosa e protagonista de várias perguntas sem resposta. O mestre Jedi é uma figura de destaque no amplo universo Star Wars e nas palavras do próprio criador: “é uma personagem mágica. Não tem antecedentes. Vem e vai.”
Mas aparentemente, esta criatura – que se assemelha a um cruzamento entre um elfo e um alienígena – não é único da sua espécie. Em Star Wars: Episode I The Phantom Menace, é apresentada Yaddle, uma mestre Jedi, membro do Conselho desta ordem e que ostenta características semelhantes ao Yoda no que diz respeito à bondade, paciência e portadora de poderes excepcionais.
Não são dados mais elementos além destes, a espécie é rara e enigmática e aparentemente ninguém sabe ou conhece bem a imensidão dos seus poderes nem o alcance dos mistérios que acarretam. Será que esta espécie produz os Jedi mais poderosos de todos? O poder é-lhes nato?
No segundo episódio da série, a criança mostra a Força ao estender a mão e curar uma ferida do Mandaloriano e no sétimo episódio percebemos que este “Baby Yoda” pode curar mais do que feridas ligeiras, pode salvar alguém de uma morte certa. O bebé é tão poderoso quanto sensível. Talvez por ainda não dominar bem a Força, sempre que usa os seus poderes fica exausto e adormece profundamente.
Qual o significado do “Baby Yoda” para a série
George Lucas nunca quis explicar nem contar os segredos em torno de Yoda e é este espírito misterioso que torna esta personagem tão icónica e especial. É uma espécie de cânone da saga e Favreu sabe que ao explorar este mistério, criando outro semelhante ou até – de certa forma – familiar, dá aos fãs de Star Wars uma duplicação de dúvidas e mantem-nos atentos ao futuro do projeto televisivo e à possibilidade de encontrar algumas respostas para esta incrível e fantástica personagem.
A idade da criança/bebé – 50 anos, é notável. A cronologia de The Mandalorian está situada cinco anos após Star Wars: Episode VI – Return of the Jedi, o que significa que nasceu antes do início das Clone Wars, quando a República começa a caminhar em direção ao conflito em toda a Galáxia. A criança pode estar relacionada com o Yoda mas não podemos esquecer que os Jedi não deveriam ter filhos. Será um refugiado de guerra? Uma tentativa desesperada de continuidade da espécie? Ou apenas um dos engeitados do universo? Seja qual for a resposta, a origem deste “Baby Yoda” é um dos mistérios centrais da série.
O que representa o “Baby Yoda” para o próprio Mandaloriano?
Independentemente do que seja e de qual a sua origem, o “Baby Yoda” é um ponto determinante na vida de Mando, pois ao salvar a criança, quebra o código de conduta da “Guilda dos Caçadores de Recompensas” e como se isto não fosse já suficientemente delicado, a personagem principal da série torna-se um dos homens mais procurados da Galáxia e para nosso agradado, um anti-herói de excelencia.
Vamos ver o que a segunda temporada nos reserva, que histórias nos contará e que mistérios irá acrescentar ou esclarecer… sendo que é precisamente nesta aura de desbravar do desconhecido que reside o encanto de Star Wars – elemento que tanto se perdeu nas opções cinematográficas dos últimos filmes da saga.

