Manoel de Oliveira homenageado em França

(Fotos: Divulgação)

Por ocasião da morte de Manoel de Oliveira, o Cinéma le Grand Action em Paris organiza uma homenagem ao cineasta, a decorrer de 8 a 14 de abril, com a exibição de 11 dos seus filmes.

Por ordem de exibição cronológica, as obras selecionadas são: a última longa-metragem do realizador, O Gebo e a Sombra; Acto de Primavera; O Estranho Caso de Angélica; Singularidades de Uma Rapariga Loira; Cristóvão Colombo – O Enigma; O Passado e o Presente; Belle Toujours; Aniki-Bóbó; Benilde ou a Virgem Mãe; Francisca e, por fim, Espelho Mágico.

Recordamos também que no próximo mês de Maio, a Cahiers du Cinéma irá dedicar parte da sua edição a uma retrospectiva sobre o realizador portuense.

Também recentemente, O Festival de Cannes, num comunicado de imprensa, escreveu “Manoel de Oliveira foi um realizador excepcional e um homem excepcional. Era um artista de alma com um apetite voraz pela vida, a qual sempre abordou com humor. Vinha do cinema mudo e sabia o valor da linguagem. Ocupou o mesmo lugar no cinema português do que Bergman na Suécia, Kurosawa no Japão e Fellini na Itália.

O Festival de Cannes celebrou o seu 100º aniversário mostrando o seu primeiro filme, Douro Faina Fluvial, filmado na sua região nativa. Clint Eastwood veio especialmente para lhe prestar homenagem; Sean Penn, então presidente do júri, estava igualmente presente. Mais do que um realizador, Manoel de Oliveira foi um exemplo para todos nós. Perdemos uma luzinha brilhante da cultura europeia e mundial.

Por fim, o Festival de Locarno também apresentou os seus pêsames, mostrando uma fotografia do cineasta segurando o Leopardo de Honra conquistado em 1992 no festival, pelo seu filme sobre os últimos dias de Camilo Castelo-Branco, O Dia do Desespero.

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