Cinemateca exibe filme inédito de Manoel de Oliveira

(Fotos: Divulgação)

 

A Cinemateca anunciou hoje que será exibido em data a confirmar o filme inédito de Manoel de Oliveira, Visita ou Memórias e Confissões. Realizado em 1982 e depositado na Cinemateca com a indicação explícita do autor para que fosse apresentado como filme póstumo. Em declarações à Lusa, José Manuel Costa, diretor da Cinemateca, explicou que o filme deverá ser mostrado no final de abril ou início de maio, em concordância com a família, em Lisboa e no Porto. 

Já hoje, a Cinemateca mostra o seu primeiro filme, Douro, Faina Fluvial, na abertura da sessão das 21h30, em que está programado Madame Bovary, de Vincente Minnelli. A próxima segunda-feira, 6 de abril, será um dia de programação integralmente dedicada a Oliveira, com a apresentação de O Passado e o Presente, O Quinto Império – Ontem como Hoje e Francisca, este último às 21h30, numa sessão especial de homenagem.

A realizar às 15h30, às 19h e às 21h30, as três sessões são de entrada livre mediante o levantamento de ingressos na bilheteira.

Programa de dia 6 na Cinemateca

Sala M. Félix Ribeiro | Seg. [6] 15:30
O PASSADO E O PRESENTE
de Manoel de Oliveira
com Maria de Saisset, Bárbara Vieira, Pedro Pinheiro, Manuela de Freitas, Duarte de Almeida
Portugal, 1971 – 116 min
Adaptado de uma peça de Vicente Sanches, O PASSADO E O PRESENTE é um dos mais discutidos filmes de Oliveira e um dos seus trabalhos mais próximos do humor feroz de Luis Buñuel. Uma sátira social sobre uma mulher obcecada pelas memórias dos maridos defuntos e que não consegue amar os maridos vivos. A morte do segundo vem fazer reviver uma série de situações, juntando o macabro e o grotesco. O grande “necrofilme português” como lhe chamou João César Monteiro.

Sala M. Félix Ribeiro | Seg. [6] 19:00
O QUINTO IMPÉRIO – ONTEM COMO HOJE
de Manoel de Oliveira
com Ricardo Trêpa, Luís Miguel Cintra, Glória de Matos, Miguel Guilherme
Portugal, França, 2004 – 127 min
Baseado na peça de José Régio El Rei Sebastião (1949), à volta da figura do Rei, do homem e da mítica personagem do encoberto, que faz igualmente parte da mitologia muçulmana, na crença de que uma manhã de nevoeiro o verá regressar num cavalo branco. “Contra modos e tempos, silêncios e reservas, Oliveira nunca deixou de o proclamar [a José Régio] primus inter pares, valorização atribuída a Fernando Pessoa. (…) Manoel de Oliveira diz que ‘este é o meu filme mais esperançoso.’ De profundis, não sou eu quem o contradirá” (João Bénard da Costa).

Sala M. Félix Ribeiro | Seg. [6] 21:30 | Sessão especial de homenagem
FRANCISCA
de Manoel de Oliveira
com Teresa Meneses, Diogo Dória, Manuela de Freitas, Mário Barroso, João Guedes
Portugal, 1981 – 167 min
FRANCISCA é o filme da última heroína da “tetralogia dos amores frustrados” (interpretada por Teresa Meneses). Oliveira filma a partir do romance Fanny Owen de Agustina Bessa-Luís, escrito com base em factos verídicos (Porto, século XIX, círculo intelectual e boémio de que fazia parte Camilo Castelo Branco). FRANCISCA é um filme de espelhos e reflexos. Uma das obras máximas de Oliveira.

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