
Morreu ontem aos 86 anos Maya Angelou.
Conhecida principalmente pela sua faceta de escritora e ativista dos direitos humanos dos afro-americanos, Angelou destacou-se como uma das principais intelectuais do seu país, mantendo também uma ligação à dança, ao canto, ao teatro (na peça de Jean Genet, The Blacks), à TV (na aclamada série Roots) e ao cinema, tendo mesmo se declarado a «primeira realizadora negra em Hollywood»: «De forma a poder realizar, fui para a Suécia e fiz um curso de cinematografia pois gostava de entender o que a câmara poderia fazer», afirmou Angelou. «Ainda que eu tenha escrito um guião e tenha trabalhado na banda sonora, não tinha autorização para realizar. Eles trouxeram um jovem diretor sueco que nunca tinha apertado a mão a uma pessoa negra antes. O filme foi Georgia, Georgia com a Diana Sands. As pessoas ou detestaram ou me elogiaram. Ambos estavam errados, porque não era o que eu queria, não era o que teria feito se tivesse sido autorizada a dirigi-lo.“
Ainda assim, Angelou é mais conhecida pelos trabalhos literários e autobiográficos, onde se incluem I Know Why the Caged Bird Sings e All God’s Children Need Travelling Shoes.
Em 2011, o presidente norte-americano Barack Obama atribuiu a Maya Angelou a Medalha Presidencial da Liberdade.

