Diário da Monstra (2): entre a Pantera Cor-de-Rosa e o novo filme de Hayao Miyazaki

(Fotos: Divulgação)

O terceiro dia da Monstra começou com uma sessão dedicada à quinquagenária Pantera Cor-de-Rosa. A personagem foi inventada por Blake Edwards no filme de 1963 The Pink Panther, mas a animação criada para os créditos do filme teve tanto sucesso que já no ano seguinte aparece a primeira animação isolada: The Pink Phink, apresentada logo no início desta sessão. Outra curiosidade foi ter sido apresentada a segunda de duas animações em que a pantera fala, Pink Ice, de 1965. No total foram apresentados 8 filmes, com graus variados de sucesso, alguns mais datados do que outros, mas que mostram porque é que esta personagem ainda faz parte do imaginário de muitas pessoas.

A segunda sessão do dia foi a ante-estreia do último filme de Hayao Miyazaki, tendo este anunciado há pouco tempo que se ia retirar da realização. A crítica deste filme surgirá noutro local deste site, mas basta dizer que a excelência da animação mantém-se elevada. A sala estava, como seria de esperar para um realizador com tanto sucesso, esgotada.

A última sessão do dia, apesar de não esgotada, estava bastante cheia e dedicava-se a grandes marcos da animação húngara. A variedade dos filmes ia da propaganda quase ingénua de Duelo, passando pela preocupação ecológica equivocada de Adeus, Pequena Ilha!, pelas piadas de KJFG no.5, até à crítica sócio-política de Hey, Tu! e Moto Perpétuo. Pela animação, tem de se chamar atenção para Sisyphus de Marcell Jankovics (disponível aqui) onde se pode ver a força da animação no seu mais minimalista.

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