Matthew McConaughey: como revitalizar uma carreira «condenada» em apenas três anos

(Fotos: Divulgação)

Quem em 2010 viu a medíocre comédia As minhas adoráveis Ex-namoradas, que curiosamente juntava McConaughey e Jennifer Garner, tal como O Clube de Dallas, nunca pensaria que passados três anos o ator estaria a ser multipremiado e venceria o primeiro Oscar da sua carreira.

O percurso de McConaughey começaria por uma obra de terror, Massacre no Texas: O Regresso, uma fraca sequela da saga de Leatherface que ostenta apenas 2,9 de classificação na IMDB. Quem também se estrearia nesta obra menor seria Renée Zellwegger. Apenas dois anos depois, o ator apareceria em Tempo de Matar, poderoso drama de fortes conotações raciais que embora não o tivesse premiado, valeu-lhe algum reconhecimento como um dos mais promissores jovens atores de Hollywood. Ainda durante a década de 90 consegue papéis de algum destaque em filme como Contacto e Amistad.


Amistad

Entre 2003 e 2010, McConaughey teve uma carreira preenchida uma série de más decisões. Passou por comédias românticas medíocres, como Como perder um homem em 10 dias, Como despachar um encalhado, As minhas adoráveis Ex-namoradas e aventuras mal sucedidas como Sahara ou O Tesouro Encalhado. McConaughey era agora considerado um dos homens mais sexy do mundo, mas parecia condenado a ser um “namoradinho” de Hollywood e ver as suas performances valorizadas unicamente pelo tempo que passava sem camisa nos filmes.


O Tesouro Encalhado

Mas o ator esforçou-se para mudar essa situação. “Estou demasiado velho para andar sem camisa. Ganha-me um Oscar!“. Terá sido nestes termos que o ator se dirigiu ao seu próprio agente, dando conta que a era das comédias românticas havia terminado. O segundo passo, como já explicou em algumas entrevistas, foi reunir todas as más críticas sobre os seus desempenhos e daí tirar tudo o que de construtivo podia ser tirado.

A mudança começaria com Cliente de Risco, onde um McConaughey mais maduro acabaria por sobressair. O filme teve boas críticas mas restava saber se seria um tiro de sorte ou se o ator estaria realmente disposto a abraçar projetos mais pequenos e independentes em detrimento dos chorudos cheques que as comédias lhe traziam. Seguiram-se Morre…e deixa viver, uma comédia negra, e Killer Joe, onde abraçou o papel do mau da fita.

Killer Joe

A mudança parecia evidente, e Matthew McConaughey parecia poder finalmente deixar o papel do bonitão e entregar-se mais profundamente aos seus papéis, assim foi em Um rapaz do Sul com Zac Effron e Magic Mike com Channing Tatum. A aclamação da crítica chegaria finalmente com Fuga, onde um McConaughey sujo e até primitivo tentava reconquistar o amor da sua vida com a ajuda de dois adolescentes.

Mud (Fuga)

Mas o reconhecimento dos prémios chegaria agora com Clube de Dallas. A transformação física do ator foi tão intensa e a sua perda de peso tão grande que aquando das primeiras aparições públicas dezenas de notícias falsas inundaram a net sobre o ator e o seu estado de saúde. No entanto, rapidamente se esclareceria que tudo tinha a ver com um papel. Aliás, as transformações de McConaughey e Jared Leto tornaram-se um fenómeno na internet largos meses antes de o filme estrear. O “hype” confirmou-se e para além de uma brutal e assustadora transformação física, Matthew McConaughey arranca a performance de uma carreira que possivelmente lhe valeu o que se propôs conseguir há pouco mais de três anos: um Oscar.

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