Morreu Maximilian Schell (1930–2014)

(Fotos: Divulgação)

Morreu Maximilian Schell, o ator de 83 anos conhecido pelo desempenho galardoado em O Julgamento de Nuremberga (Stanley Kramer, 1961). A notícia foi avançada pela sua agente, Patricia Baumbauer, à agência de imprensa austríaca (APA), de que o ator faleceu na noite de sexta para sábado, 1 de fevereiro, no Hospital de Innsbruck em consequência de uma súbita doença “.

Maximilian Schell nasceu em Viena, Áustria, em 1930, mas a sua adolescência foi vivida em Zurique, na Suíça, derivada à ocupação das forças nazis. Começou por pisar os palcos em 1952, tendo as suas perfomances, principalmente em obras de Shakespeare, sido elogiadas. Com o regresso à sua terra natal em 1955, Schell iniciou então uma carreira cinematográfica integrando o elenco de inúmeros filmes e televisão. Seguiu para Hollywood em 1958, quase por acidente, para participar em O Baile dos Malditos, de Edward Dmytryk, ao lado de atores como Marlon Brando e Dean Martin. Depois desta experiência ficou limitado na televisão até que em 1961 protagoniza Julgamento de Nuremberga que no ano seguinte vence o Óscar de Melhor Ator. A Grande Batalha (Sam Peckinpah), Regresso das Cinzas (J. Lee Thompson) e O Homem Das Duas Faces (Arthur Hiller) são incontornáveis exemplos da sua rica filmografia como ator. A sua ultima interpretação será no ainda em pós-produção Les Brigands, de Pol Cruchten e Frank Hoffmann.

Maximilian Schell também trabalhou na realização, tendo a sua estreia no telefilme Alles zum Guten, de 1967, baseado numa homónima peça de Luigi Pirandello, ganhando notoriedade com o seu trabalho (realizador / argumentista / ator) em Der Fußgänger (1973) e o documentário biográfico da atriz Marlene Dietrich em Marlene (1984).

Para além do Óscar arrecadado em 1962, Schell chegou a ser nomeado em mais duas vezes: uma em 1976 (O Homem Das Duas Faces) e a segunda como Ator Secundário, em 1977, com Julia, ao lado de Jane Fonda e Vanessa Redgrave. Dois Globos de ouro e prémios em festivais de cinema como San Sebastián e Pula preenchem ainda o seu vasto curriculum onde encontramos mais de uma centena de produções.

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