Retrospetiva 2013 – Os líderes do box-office mundial

(Fotos: Divulgação)

 

Com o final do ano a chegar, o C7nema está a publicar uma série de artigos que relembram, em diferentes capítulos temáticos, tudo aquilo que aconteceu no mundo do cinema em 2013. Depois de uma abordagem do cinema português e dos filmes baseados em Bandas Desenhadas, segue agora uma visita às bilheteiras.

As animações e os super-heróis foram, novamente, os grandes campeões de receitas este ano, a exemplo do que já havia ocorrido no ano passado. Entre eles, franchises famosos de ação e comédias dominaram o box office. Os Estados Unidos tiveram um verão particularmente catastrófico para os blockbusters, muitos deles salvos pelas bilheteiras internacionais – particularmente pelos mercados russos e chineses.

Para simplificar a leitura, o valor arrecadado é posto entre parêntesis. Os números são fornecidos pelo site Box Office Mojo. De notar que na data de publicação do artigo, alguns filmes ainda não tinham suas contas fechadas, como Hobbit – A Desolação de Smaug, Frozen – O Reino do Gelo, Hunger Games: Em Chamas e Chovem Almôndegas 2. E há que ter em conta também que aqui apresentamos os filmes que tiveram maiores receitas, o que não significa que sejam os mais rentáveis. Aliás, há casos em que apesar de um filme ter grandes receitas, não conseguiu pagar por completo o seu investimento.

Homem de Ferro 3

O grande campeão de receitas em 2013. O terceiro capítulo da saga foi o único filme este ano (até ver o desempenho final de “Hobbit – A Desolação de Smaug“), ao contrário de quatro no ano passado, a ultrapassar a barreira dos mil milhões de dólares em receitas. Foi o filme com mais receitas nos Estados Unidos, na Austrália, no Brasil e no México. Ficou em segundo na China (com 121 milhões de dólares em receitas), em França, na Rússia e na Coreia do Sul, e em terceiro em Itália e no Reino Unido. Dos maiores mercados, só falhou o Top 3 na Alemanha, em Espanha e no Japão. A obra beneficiou do sucesso dos “Vingadores” e do carisma de Robert Downey Jr. Nesta nova aventura, Tony Stark trata de recuperar-se dos traumas sofridos em “Os Vingadores“, ao mesmo tempo que anda às voltas com a organização terrorista liderado por Mandarim. Da Disney (1,21 milhões de dólares).

Gru, o Maldisposto 2

O vilão que agora ficou bonzinho continua a fazer das suas: para além de ficar amigo das crianças e dedicar-se à uma fábrica de geleias, Gru é o protagonista do filme mais lucrativo de 2013 e da Universal em todos os tempos. Este êxito impressionante veio dos estúdios Illumination, também responsável por Lorax, um sucesso do ano passado, e bateu pesos muito pesados no box office, como a Pixar e a Dreamworks. Algumas explicações foram avançadas, mas para além daquelas que são comuns a todas as outras animações (o apelo do género, o facto dos pais acompanharem os filhos, nomes famosos a trabalharem na divulgação – neste caso Steve Carrell e Kristen Wiig) o que pareceu ser o seu maior diferencial foram mesmo… os Minions! (911,6 milhões de dólares).

Velocidade Furiosa 6

Rápida e imparável nas bilheteiras, esta franquia vem mostrando impressionantes vitalidade e longevidade. Teve boas performances praticamente em todos os mercados onde estreou, especialmente na Rússia, no México e na China, para além dos Estados Unidos. O consenso geral, com os críticos norte-americanos incluídos, é que o achado da série e dar ao público (masculino…) na medida certo aquilo que ele quer: mulheres, carros e muita porrada, tudo com boas doses de humor. Depois de se retirar após ser bem-sucedido no golpe do filme anterior, Vin Diesel e seu gangue recebem uma proposta de perdão de seus crimes se ajudaram a deter uma perigosa organização. A morte de Paul Walker causou o adiamento das filmagens do sétimo filme, até porque a história teve de ser reescrita. É pouco provável que isto afete a continuidade do franchise. Da Universal. (788.7 milhões de dólares).

Monstros A Universidade

Uma das melhores e mais revolucionárias animações de todos os tempos, Monstros e Companhia, um dos grandes marcos criativos da Pixar, esperou 12 anos por uma sequela que, se não entusiasmou grandemente pelas suas qualidades criativas, mostrou que a força de angariar público pela agora subsidiária da Disney continua considerável. A campanha internacional do filme foi impressionante, incluindo receitas extraordinárias no Japão (quase 100 milhões de dólares), onde ficou em 2º lugar no box office. O filme mostra a relação entre os monstros Mike e Sulley nos tempos em que eram universitários. (743.5 milhões de dólares).

The Hunger Games: Em Chamas

Um inesperado sucesso de crítica e um estrondoso êxito de público marcaram a sequela da distopia baseada nos livros de Suzanne Collins. Os norte-americanos, particularmente, são os maiores entusiastas desta história de jovens que tem de lutar até a morte e cujo elenco é liderado por Jennifer Lawrence. O primeiro obteve a terceira posição em 2012 por lá, enquanto a sequela chegou ao terceiro lugar. A boa performance internacional (que inclui um 5º lugar na Alemanha e um 7º no Reino Unido) garantiu um sucesso global, que já tem os dois capítulos finais programados para 2014 e 2015. E ainda está nas salas…Da Lionsgate (731.7 milhões de dólares)

Homem de Aço

O toque de Nolan (coprodutor) sob o comando de Zack Snyder não foi unanimemente apreciado, tendo sido o filme criticado pelo tom sombrio que, ao contrário da trilogia do Cavaleiro das Trevas” teoricamente não se aplicaria a um super-herói vindo de um universo mais light. As cenas de destruição no final também causaram controvérsias, mas não atrapalharam um retorno sólido nas bilheteiras. Por outro lado, ainda que tenha ficado entre as cinco maiores receitas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, o resultado global ficou abaixo das expetativas da Warner. As perspetivas, no entanto, são boas, já que se trata do primeiro filme da nova franquia. (662.8 milhões de dólares).

Gravidade

Um dos projetos mais marcantes do ano, por reunir não só um raro consenso crítico como um lucro considerável – alcançando receitas seis vezes superiores aos custos. Realizada pelo mexicano Alfonso Cuarón, esta história de sobrevivência de dois astronautas no espaço encantou meio mundo, reunindo uma excelente aplicação dos recursos tecnológicos. Além da boa performance caseira, Gravity foi o terceiro filme mais visto do ano em França e faturou 66 milhões de dólares na China, entre outros. Da Warner. (642.2 milhões de dólares).

Thor: O Mundo das Trevas

Já sem o toque mais autoral de Kenneth Brannagh, a sequela realizada por Alan Taylor bateu a sua antecessora nas bilheteiras. Para isso beneficiou de uma excelente carreira internacional – incluindo o terceiro lugar em receitas em países como Rússia e Brasil – para além de sólidos 55 milhões de dólares arrecadados no cada vez mais incontornável mercado chinês. Desta vez Thor terá que aliar-se ao seu irmão Loki para impedir uma nova ameaça para Aasgard. Teve receção mediana dos críticos. Da Disney (619.9 milhões de dólares)

Os Croods

Da Dreamworks, esta narrativa passada na Pré-História com muita ação e efeitos visuais obteve uma receção mediana da crítica, mas convenceu nos números. As peripécias lidam em torno da descoberta do fogo e as consequências desta evolução tecnológica. Os números em alguns países incluíram-no entre as maiores receitas do ano, particularmente na Austrália e no Reino Unido. Grandes números na China, no México, em França e na Alemanha, para além dos Estados Unidos. O filme contou com as vozes de atores como Nicolas Cage, Ryan Reynolds, Catherine Keener e Emma Stone. (585.2 milhões de dólares).

WWZ-Guerra Mundial

Os produtores, entre os quais Brad Pitt, andaram um bom tempo com a respiração suspensa durante a pós-produção deste filme de zombies, chumbado várias vezes nos testes de audiência. Quando finalmente, depois de atrasos no lançamento, chegou aos cinemas, a sorte sorriu-lhes. A adaptar o livro de Max Brooks sobre uma epidemia mundial de zombies, a história deixa a porta aberta para a sequela, o que talvez ocorra com um custo menor. O facto da história se passar em diversas partes do mundo parece ter sido particularmente benéfica para a bilheteira numa delas, a Coreia do Sul, onde entrou no Top 10. Foi o primeiro grande sucesso de Pitt desde Sacanas Sem Lei, de 2008. Da Paramount. (539.6 milhões de dólares).

Oz: O Grande e Poderoso

Com três bruxas de alto nível (Rachel Weisz, Michelle Williams e Mila Kunis), o trapaceiro James Franco e um visual singular, o filme de Sam Raimi teve dificuldades em convencer os mais críticos, mas foi eficaz nas bilheteiras (especialmente nos Estados Unidos). Os custos em marketing estiveram na casa dos 100 milhões de dólares. Prequela do clássico de 1939, O Feiticeiro de Oz, conta a história dos primórdios do mágico, assim como o surgimento da temível Bruxa do Oeste, vivida por Mila Kunis. Da Disney (493.3 milhões de dólares)

Star Trek: Além da Escuridão

J.J. Abrams ligou um franchise moribundo de ficção científica à corrente e ressuscitou Star Trek e a sua Enterprise, em 2009. A coisa correu bem e quatro anos depois ele ressurgiu com uma nova história – com mais ação e pouca sci-fi – pondo a famosa tripulação a braços com uma perseguição militar no espaço. Com números sólidos um pouco por toda a parte, foi outro a beneficiar de um grande resultado na China. Da Paramount. (467.4 milhões de dólares)

Wolverine

O personagem de Hugh Jackman dos X-Men surge num filme em que o super-herói imortal aparece deprimido, eremita e ainda a ter pesadelos com os acontecimentos de “X-Men 3 – O Confronto Final”, onde matou Jean Grey/Fenix. Ele é resgatado de lá por um antigo soldado japonês que salvou durante a explosão da bomba atómica em Nagasaki. Apesar de um arranque e uma bilheteira mediana nos Estados Unidos, o filme beneficiou de sólidas performances em países como China, França, Reino Unido e Austrália. Da Fox. (414.8 milhões de dólares)

Batalha no Pacífico

Filme de Guillermo del Toro que sofreu para pagar ou seus altos custos de produção, ficando quase abandonada a possibilidade de sequela. Depois de falhar nos Estados Unidos, esta história épica de robôs gigantes em luta pelo poder tinha forte conexão com a cultura asiática e certamente contava com esse mercado para obter lucros – como indica a participação da japonesa Rinko Kikuchi como protagonista. Não funcionou no Japão, correu bem na Coreia do Sul e os 111 milhões arrecadados na China (4º lugar no país) garantiram a saída do buraco. Da Warner (407.6 milhões de dólares)

G.I. Retaliação

Nos Estados Unidos, os resultados não chegaram a dar para pagar os custos, mas a performance internacional (particularmente na China, onde arrecadou 53 milhões de dólares) garantiu o sucesso. Tal como Die Hard, esta saga direcionada, principalmente, aos adolescentes do sexo masculino, é dos menos preocupados com qualidade – falta que se tenta compensar com as explosões do costume. Os bonecos conseguiram repetir a façanha do seu antecessor com uma história que envolvia samurais e uma cena sensacional nas montanhas. Sequela garantida. Da Paramount. (375.7 milhões de dólares)

Mestres da Ilusão

Louis Leterrier tirou da cartola uma excelente utilização das possibilidades da magia, construindo um filme vigoroso e cheio de adrenalina, embora nem sempre funcione. Beneficiou de uma boa performance nos Estados Unidos, mas foi a carreira internacional que o pôs na lista das maiores receitas – com um sucesso particularmente memorável em França, onde foi o 6º filme mais visto. O elenco trazia nomes como Morgan Freeman, Michael Caine, Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Woddy Harrelson e Isla Fisher. Sequela já aprovada. Da Lionsgate/Summitt. (351.7 milhões de dólares)

A Ressaca III

Outro franchise marcado por um enorme cansaço criativo, mas de grande apelo popular. Desta vez a matilha é atacada por um gangue de criminosos quando tentavam ir ao Arizona para internar um deles. Sucesso enorme na Alemanha, onde ficou em 4º lugar entre os mais vistos do ano, e na Áustria (2º). A receção dos críticos foi globalmente má. Da Warner (351.0 milhões de dólares)

O Grande Gatsby

Números impressionantes para essa luxuosa e espalhafatosa recriação, ao gosto do seu realizador Baz Luhrmann, dos loucos anos 20 norte-americanos e da clássica história de amor e adultério de F. Scott Fitzgerald. No caso do australiano Luhrmann não se pode dizer que o velho ditado “santo de casa não faz milagre” se aplique, pois a bilheteira no seu país foi a maior do filme depois da norte-americana, vindo a ser o 5º que mais arrecadou. Um elenco com Leonardo di Caprio e Carey Mulligan ajudou. Da Warner (U 348.8 milhões de dólares)

Os Smurfs 2

Os bonecos azuis continuam a render verdinhas. Desta vez o vilão Gargamel sequestrou a Smurfina. Massacrado pela crítica, os norte-americanos também sabem porque o chumbaram nas bilheteiras, mas os feitos fora de casa foram extraordinários – particularmente em países como Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China. Uma sequela está prevista para 2015. Da Warner (347.6 milhões de dólares)

A Evocação

Continua em alta a capacidade de James Wan atrair as massas e gerar lucros milionários com filmes baratos. Desta vez ele vai buscar material ao trabalho dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, que existiram de facto e trabalharam ao longo das décadas de 50, 60 e 70. Com fortes conexões com O Exorcista, A Evocação foi o filme de terror mais bem-sucedido do ano , num bom período para o género. Uma das melhores performances foi no México, onde ficou em 12º. Sequela já aprovada. Da Warner. (316.7 milhões de dólares)

Die Hard: Nunca é Bom Dia para Morrer

A crítica mundial bem tenta, mas está difícil de matar esse franchise cujo último exemplar prima por uma excecional falta de qualidade. As improbabilidades da física e cara simpática de Bruce Willis garantem o sucesso desta empreitada, desta vez com uma história passada na Rússia. O ator já admite estar cansado disto, mas ainda vai fazer (pelo menos) mais um. A obra foi mal recebida nos Estados Unidos mas chineses e russos (desta vez acompanhando dos japoneses) voltaram a fazer de advogado do diabo e ajudaram a garantir os lucros. Da Fox (304.7 milhões de dólares)

Esquecido

Não de todo consensual entre os críticos, este filme de ficção cientifica de Joseph Kosinski, que vinha de Tron Legacy (2010), vai buscar alguns temas comuns ao género para uma aventura onde Tom Cruise é um técnico a viver numa Terra devastada onde tem de supervisionar o abastecimento de água para o planeta onde se refugiou a antiga população antes da catástrofe. Ele vai deparar-se com inúmeras ameaças, para além da sua própria memória. Os talentos de Andrea Riseborough e Olga Kurylenko completam o elenco principal, que ainda conta com Morgan Freeman nos secundários. Cruise não foi suficiente para garantir uma grande performance nos Estados Unidos, mas os bons desempenhos em países como China, França, Reino Unido, Austrália e Japão, entre outros, evitaram que “Esquecido” fosse um falhanço. Da Universal (286.2 milhões de dólares)

Elysium

Depois do impressionante Distrito 9, Neill Blomkamp fez sua estreia com um grande orçamento e com uma estrela do cinema (Matt Damon) através de uma história sua, onde tentava manter o ambiente distópico e de crítica social do seu antecessor. Abaixo do esperado nos Estados Unidos, obteve boas performances no exterior, particularmente na China. De destacar ainda os resultados em Espanha, onde entrou para os Top 15. Curiosamente, teve uma arrecadação minúscula na África do Sul, país do realizador. Da Warner. (286.1 milhões de dólares)

Turbo

Anda com problemas de velocidade a carreira de Ryan Reynolds, que esteve em dois grandes falhanços nos Estados Unidos este ano – R.I.P.D. – Agentes de Risco e este Turbo. Mas se o primeiro não escapou a listagem geral dos flops, esta animação da Dreamworks sobre um caracol que sonhava ser o mais rápido obteve a salvação no mercado externo – particularmente em França, onde entrou para o Top 10. Da Fox (282.3 milhões de dólares).

Trip de Família

Depois do passo em falso do ano passado com Amor e Outras Coisas, Jennifer Aniston reapareceu em grande forma nas bilheteiras com um dos filmes mais lucrativos de 2013. Ela aqui é parte de uma falsa família engendrada por um narcotraficante para passar drogas pela fronteira. Grande receção de público nos Estados Unidos, onde ficou no Top 15. No mercado externo, ingleses, alemães e russos ficaram entre os mais entusiastas. Já na avaliação dos críticos ficou entre o fraco e o mediano. Da Warner (269.2 milhões de dólares)

Epic – O Reino Secreto

A história da menina (voz de Amanda Seyfried) que tinha de proteger um mundo secreto repleto de criaturas insólitas não entusiasmou os críticos e teve uma receções entre boa e razoável nos mais diversos mercados, com melhores resultados nos Estados Unidos e em Inglaterra. Obra do estúdio que criou a franquia “Idade do Gelo“, que trazia ainda a cantora Beyoncé Knowles, entre outros, num dos papéis. Da Fox ( 266.6 milhões de dólares).

Frozen – O Reino do Gelo

Princesas e contos de fadas são a cara da Disney, que apresenta a história onde uma delas tem o poder mágico de transformar tudo em neve até que uma desgraça a remete ao exílio. Bem recebido pelos críticos, já assegurou excelentes performances nos Estados Unidos, além de França, Alemanha e Reino Unido. Continua nas salas a aproveitar o natal e com sucesso. (268.0 milhões de dólares).

O Mascarilha

O esforço que houve internacionalmente até deu alguns bons resultados em mercados importantes, especialmente no Japão. Mas o buraco gigantesco nas contas causado pelo falhanço nos Estados Unidos selou o destino desta produção, que ressuscitava um velho herói da cultura popular norte-americana, como um dos grandes flops de 2013. Nada era de suspeitar, pois por trás está a equipa vencedora dos “Piratas das Caraíbas“, responsável pela modernização de filmes com os pernas-de-pau. Mas o facto é que Jerry Bruckheimer, Gore Verbinski e o ator Johnny Depp tiveram aqui um grande desastre (o filme custou 215 milhões na sua produção + publicidade), o que ditou o fim da parceria entre o consagrado produtor e a Disney.  (266 milhões de dólares)

Miúdos e Graúdos 2

Outro dos ódios de estimação da crítica mundial e que vai surgindo em várias listas de piores de 2013, é também um dos saldos positivos do ano para o cada vez menos popular Adam Sandler. O desempenho foi globalmente bom, incluindo os Estados Unidos. Os amigos e suas famílias do primeiro filme repetem as férias em conjunto. Da Warner (247.0 milhões de dólares).

Depois da Terra

Os tempos de M. Night Shyamalan parecem ter ficado em algum lugar do passado, mas o certo é que os mercados internacionais (China, Rússia e México, principalmente) salvaram do desastre esse grande falhanço nos Estados Unidos – onde nem o protagonismo de Will Smith foi suficiente. O filho de Smith, Jaden (no filme e na realidade), tem de enfrentar inúmeros obstáculos para salvar o pai. Da Sony. (243.8 milhões de dólares)

Armadas e Perigosas

Não é a primeira vez que Sandra Bullock experimenta uma recetividade enorme nos Estados Unidos e números inferiores no resto do mundo – bastando lembrar mesmo o trabalho que lhe garantiu um Oscar, Um Sonho Possível. A boa ideia aqui foi juntá-la a outra febre recente, Melissa McCarthy – e o resultado foi filme entrar nos Top 15 no seu país. No resto do mundo ficou-se pelo 30º. Já há um spin off previsto. Da Fox ( 229,9 milhões de dólares).

Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas

Jeremy Renner e Gemma Arterton saíram alegremente a fuzilar bruxas e a reduzir a cinzas qualquer traço infantil do velho conto de fadas. A metralhadora giratória da crítica mundial, por sua vez, não conseguiu deter o filme – particularmente no Brasil, na Rússia, na Alemanha e no México. Uma sequela já está em produção. Da Paramount. (225.7 milhões de dólares)

Chovem Almôndegas 2

A máquina de fazer comida descontrolada do primeiro filme volta a perturbar a paz mundial na sua sequela, obrigando Flint e seus amigos, que haviam abanado a cidade, a retornar para deter a engenhoca. Resultados globalmente sólidos, com destaque para Reino Unido e Brasil. Ainda sem lançamento em países como Itália, Japão, França e China. Da Sony (223.4 milhões de dólares)

Hobbit – A Desolação de Smaug

Peter Jackson anda a espremer um pequeno livro de Tolkien para saírem dali três filmes. O público mostra que ele tem razão: ainda sem as contas fechadas, o segundo capítulo da saga posterior ao Senhor dos Anéis será certamente um dos grandes reis da bilheteira de 2013. Isto só se saberá definitivamente em fevereiro, quando terá lançamento em mercados fundamentais, como o chinês e o japonês – mas nada indica que não seja bem-sucedido com tem sido até o momento. Nesta aventura os anões e seus aliados terão de fazer o mesmo que no filme anterior – recuperar o castelo do dragão Smaug. Pelo caminho vão deparar-se com inúmeros obstáculos. Da Warner (221.5 milhões de dólares)

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