Morreu aos 82 anos, vitima de cancro, o duplo e realizador norte americano Hal Needham.
Nascido a 6 de março de 1931 em Memphis, Needham foi paraquedista durante a Guerra da Coreia (1950-53), tendo começado a sua carreira artistica na TV em 1956 como duplo em Mike Hammer. Durante cerca de 20 anos teve essa profissão, tornando-se ele mesmo coordenador de duplos em 1968 no filme The Devil’s Brigade. Segundo o próprio, esse trabalho custou-lhe cerca de 56 ossos e vários dentes partidos, para além dos pulmões perfurados. Anos mais tarde diria: «vocês estão a ver o homem mais sortudo do mundo… com sorte por ainda estar vivo».
Hal Needham e Dustin Hoffman nas filmagens de O Pequeno Grande Homem (1970)
Em 1977 estreia-se como realizador em Os Bons e os Maus, obra que viria a ter uma sequela em 1980, com o nome O Comboio dos Malucos. Foi aí também que começou a dirigir Burt Reynolds, repetido a colaboração em 1978 com Hooper e em 1981 e 1984 na saga A Corrida Mais Louca do Mundo. Pelo caminho ainda trabalhou com o veterano Kirk Douglas e o jovem Arnold Schwarzenegger em Cactus Jack, o vilão (1979), e novamente com Reynolds em Prego a Fundo (1983).
Em 1986 assina aquela que viria a ser a sua última obra no cinema, Rock e Boxe, prosseguindo como coordenador de duplos e realizador na TV até ao final dos anos 90. Em 1987, e por diversas inovações que tornariam o trabalho dos duplos mais seguro, ganhou um Prémio Científico e de Engenharia por parte da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, instituição que viria a entregar-lhe um Óscar Honorário em 2013. Na altura, a apresentação do prémio coube a Quentin Tarantino, que o caracterizou como «um inovador, mentor e mestre da técnica, que elevou o seu ofício a uma arte e fez o impossível parecer fácil».

