«Cada um de nós tem o seu destino (…) o meu é ser ator». Estas foram as palavras de Kumar Pallana ao The Dallas Morning News em 2004. O ator faleceu ontem aos 94 anos, segundo uma fonte familiar.
Nascido na India em 1918, Pallana viajou pelo mundo com os seus números de malabarismo. Em 1946 emigrou para os EUA onde sonhava com uma carreira no cinema, mas nesse tempo «os indianos não conseguiam sequer entrar nos estúdios». Apesar disso ainda participou como figurante em algumas obras, mas como indio, em filmes como A Flecha Quebrada (1950). Ainda nos anos 50 e 60 levou os seus malabarismos também à TV, mais propiamente em The Mickey Mouse Club e Captain Kangaroo.
Só em 1994 o seu sonho de ator tornou-se uma realidade, muito por responsabilidade de um jovem que dava pelo nome de Wes Anderson, que lhe deu um pequeno papel na curta-metragem Bottle Rocket e mais tarde na longa metragem Roda Livre (1996). Dois anos depois repete a proeza e surge em Rushmore – Todos Gostam da Mesa, e mais tarde em Os Tenenbaums – Uma Comédia Genial (2000). Em 2003 Danny De Vitto convida-o para Duplex, seguindo-se pequenas aparições em Terminal de Aeroporto, de Steven Spielberg, Romance & Cigarros (2005), de John Turturro, e Máximo 10 Unidades (2006), de Brad Silberling. Em 2007 volta a trabalhar com Anderson em The Darjeeling Limited, regressando posteriormente e ocasionalmente à Índia para filmar algumas produções.
Kumar Pallana (à direita) com o elenco de Os Tenenbaums – Uma Comédia Genial
Another Earth, de Mike Cahill, foi talvez o último dos filmes que participou com algum relevo, estando ainda prontas três obras inéditas onde surge igualmente: Skinny Dip, Hamlet A.D.D. e Snap Shot, onde iria contracenar com Danny Trejo e Sasha Grey.

