Jude Law e a relevância de se fazer um filme sobre supremacistas brancos nazis

(Fotos: Divulgação)

Depois de surgir de forma absolutamente irreconhecível em “Firebrand“, de Karim Ainouz, no papel de Henrique VIII, Jude Law volta a dar que falar, agora como um agente do FBI que investiga um grupo de supremacistas brancos nazis, em “The Order“.

Estreado em Veneza e baseado em factos reais, o filme desenrola-se em 1983, no Idaho, onde um agente solitário do FBI (Law) segue o trilho de uma série de assaltos a bancos e roubos de carros, cada vez mais violentos. Ele consegue perceber que esses atos são obra de um grupo de perigosos neonazistas, que inspirados pelo líder radical, Robert Jay Mathews (Nicholas Hoult), que age como um pastor, preparam uma guerra contra o governo dos EUA. Tye Sheridan, Jurnee Smollett, Alison Oliver e Odessa Young fazem também parte do elenco.

THE ORDER – Jude Law, Jurnee Smollett e Tye Sheridan 

Infelizmente, a relevância do filme fala por si”, disse Law em Veneza, num  momento em que ideologias de extrema direita estão a ressurgir. “Era um filme que precisava ser feito agora. É sempre interessante encontrar um trabalho do passado que tenha alguma relação relevante com os dias atuais.””, disse Law em Veneza.

Tendo como base o livro de 1989, “The Silent Brotherhood“, de Kevin Flynn e Gary Gerhardt, o filme conta com a realização de Justin Kurtzel, que concorda com Law na urgência do filme ser lançado agora. “É sempre algo extraordinário quando encontras um pedaço de escrita ou evento do passado que tem algum tipo de perspectiva que pode levar a uma conversa com a política de hoje”, explicou. “Esta é uma joia rara e sentimos que havia muita coisa que falava sobre os dias de hoje.

Nicholas Hoult (Credits Giorgio Zucchiatti La Biennale di Venezia – Foto ASAC)

Já Ty Sheridan, que se junta no filme a Law no combate ao grupo supremacista, destacou a forma como o filme aborda como “uma pequena comunidade pode ser manipulada por ideologias extremas”. “Cresci numa cidade pequena com uma população de 1.200 pessoas, por isso vi certas coisas a crescerem e as pessoas a ficarem mais violentas, especialmente nessas subculturas.”

Para criar intensidade entre as personagens de Law e Hoult, os dois atores foram mantidos separados até a primeira vez que filmaram uma cena juntos. “Nós nem falamos nas primeiras quatro ou cinco semanas de filmagens”, disse Hoult, acrescentando que a equipa gostou dessa ideia de separação nas filmagens. “A primeira vez que falamos foi na primeira cena em que interagimos.” Law também foi encarregado pela produção para seguir Hoult durante um dia, como o seu agente do FBI teria feito. Algo que surpreendeu Hoult, que só soube disso quando chegou a Veneza. “Acabei de descobrir aqui no barco!”, afirmou.

O Festival de Veneza termina a 7 de setembro.

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