Cannes: especulações de potenciais concorrentes agitam a indústria do cinema

(Fotos: Divulgação)

Terminada a 72ª Berlinale, com a vitória da produção espanhola “Alcarràs”, de Carla Simón, abrem-se as apostas para Cannes, que realiza a sua 75ª edição de 17 a 28 de maio deste ano. Estima-se que “Elvis”, de Baz Luhrmann, vá abrir o evento, mas nada está confirmado. Outra opção de abertura, em competição, seria “Crimes of the Future”, do canadiano David Cronenberg, com Viggo Mortensen. Fala-se em Viola Davis, Nicole Kidman e Michelle Yeoh e até na veteraníssima Sophia Loren como potenciais escolhas para presidir o júri do evento. E fala-se desde já nos possíveis concorrentes:


ASTEROID CITY” (EUA): Margot Robbie, Tom Hanks e Matt Dillon juntam-se ao elenco de habitués do realizador de “The French Dispatch”, Wes Anderson, numa história de amor ambientada em Madrid, Espanha, na qual o cantor Seu Jorge vive um cowboy

PARALLEL WORLD”, DE NAOMI KAWASE (JAPÃO): Idealizado como uma curta-metragem, esta trama da realizadora de “Mães de Verdade” (2020) aposta no mel ao acompanhar a visitar de um rapaz a um observatório onde ele esteve, quando era estudante, há 15 anos. No local, ele encontra um bilhete que foi deixado para ele, à época, por uma colega de escola por quem era apaixonado, mas nunca teve coragem de se declarar. É hora de correr atrás do atraso.

PASHMINA”, DE GURINDER CHADHA (Reino Unido): Nascida no Quénia, a cineasta inglesa de origem indiana aposta na linguagem de animação para narrar o périplo de uma adolescente para descobrir sua ancestralidade a partir de um cachecol.

ARGENTINA, 1985”, DE SANTIAGO MITRE (Argentina): No novo filme do realizador de “Paulina” (2015), Ricardo Darín integra uma equipa de advogados que devassaram a junta militar responsável pela tortura durante a ditatura no seu país.

SUBTRACTION”, DE MANI HAGHIGHI (Irão): O maior estrela do humor no cinema iraniano aposta numa narrativa de mistério para falar de conterrâneos que tentam escapar das censuras do seu regime político.

LA COLLINE PARFUMEE”, DE ABDERRAHMANE SISSAKO (Mauritânia): O realizador indicado ao Oscar por “Timbuktu” (2014) fala de um amor entre imigrantes chineses e africanos em meio à opressão da xenofobia.

DECISION TO LEAVE”, DE PARK CHAN WOOK (Coreia do Sul): Cerca de 18 anos após o fenómeno “OldBoy”, o cineasta regressa com uma trama a fazer lembrar “Instinto Fatal“. “Decision to Leave” envolve um assassinato e segue um detetive (Park Hye-il de “Memories of Murder” de Bong Joon Ho) que se apaixona por uma viúva misteriosa (Tang Wei de “Lust, Caution“) depois dela se tornar a suspeita número 1 da investigação. 

MUSIK”, DE ANGELA SCHANELEC (Alemanha): Três anos depois de conquistar o prémio de melhor realização no Festival de Berlim por “I Was at Home, But” (2019), a realizadora alemã pode surpreender Cannes com um drama regado a Complexo de Édipo. Na trama, um rapaz germânico criado por uma família adotiva na Grécia mata um homem sem saber que este era o seu pai biológico. Na prisão, ele viverá uma história de amor com uma agente penitenciária mais velha, sem saber que esta é sua mãe.

PALOMA”, DE MARCELO GOMES (Brasil): O realizador de “Joaquim” (2017) pode arrebatar a Europa ao narrar a luta de uma mulher trans para se casar na igreja, à moda antiga, num lugar machista do Nordeste.

CHOCOBAR”, DE LUCRECIA MARTEL (Argentina): Cinco anos depois do aclamado “Zama”, a argentina aposta nas narrativas documentais, explorando os bastidores políticos da morte do militante indígena Javier Chocobar por latifundiários.

THE OCCUPIED CITY”, DE STEVE MCQUEEN (Inglaterra): Um estudo documental do responsável por “Small Axe” sobre a ocupação dos nazis na Holanda, a partir de uma pesquisa arquitectónica.

THE WAY OF THE WIND”, DE TERENCE MALICK (EUA): Apoiado num elenco monumental (Matthias Schoenaerts, Mathieu Kassovitz, Aidan Turner, Mark Rylance, Ben Kingsley), o realizador de “A Árvore da Vida” (2011) investiga a vida de Cristo por ângulos inusitados.

HOW DO YOU LIVE”, DE HAYAO MIYAZAKI (Japão): Berlim está sempre atenta às boas novas do Studio Ghibli, cujo patrono parece ter, enfim, finalizado o seu novo desenho animado sobre o processo de amadurecimento de um rapazinho e a sua convivência com um tio e os amigos.

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