Cinema Novo Brasileiro (e os seus trajetos) no Medeia Nimas

(Fotos: Divulgação)

O cinema Medeia Nimas, em Lisboa, vai receber a partir de 18 de junho um ciclo centrado, mas não exclusivo ao Cinema Novo Brasileiro, reunindo cópias restauradas de alguns dos filmes que o fundam, mas também de obras que seguem o legado e criam novas trajetórias.

A sessão de abertura, marcada para 18 de junho, às 19h, contará com a presença da atriz, realizadora e argumentista Marina Person, que falará com o público sobre São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sérgio Person, o seu pai.

Organizado em quatro segmentos, na “Influxos” encontramos ainda O Desafio, de Paulo César Saraceni; Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade; e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, talvez a expressão mais radical e famosa do movimento.

Outro núcleo é dedicado a Leon Hirszman, com a exibição de São Bernardo e Eles Não Usam Black-Tie, enquanto nas “Vias para o mercado” encontramos Bye Bye Brasil, de Carlos Diegues, e  Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor.

Finalmente, nos “Legados” alarga-se o mapa às consequências do movimento, com a exibição de Iracema: Uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna; Pixote, de Hector Babenco; A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; e Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho.

Lista de filmes exibidos: 

O Desafio, Paulo César Saraceni, 1965 — 18 junho, 13h
São Paulo Sociedade Anônima, Luiz Sérgio Person, 1965 — 18 junho, 19h
Macunaíma, Joaquim Pedro de Andrade, 1969 — 19 junho, 13h
Deus e o Diabo na Terra do Sol, Glauber Rocha, 1964 — 21 junho, 10h30

São Bernardo, Leon Hirszman, 1972 — 22 junho, 13h30
Eles Não Usam Black-Tie, Leon Hirszman, 1981 — 23 junho, 13h

Bye Bye Brasil, Carlos Diegues, 1980 — 20 junho, 13h30
Eu Te Amo, Arnaldo Jabor, 1981 — 24 junho, 14h

A Hora da Estrela, Suzana Amaral, 1985 — 25 junho, 14h
Iracema: Uma Transa Amazônica, Jorge Bodanzky e Orlando Senna, 1974 — 25 junho, 18h
Cabra Marcado para Morrer, Eduardo Coutinho, 1984 — 26 junho, 14h30
Pixote: A Lei do Mais Fraco, Hector Babenco, 1980 — 27 junho, 21h30

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