Aos 73 anos, a atriz sul-coreana Youn Yuh-Jung, estrela de “Minari“, fez história ao ganhar o prémio de melhor atriz secundária na 93ª edição dos Oscars, tornando-se a primeira coreana a conquistar esta distinção.
Foi Brad Pitt que anunciou o seu triunfo e na sala de imprensa a atriz foi confrontada por algumas questões que considerou bizarras, como uma na qual perguntaram sobre “a que cheirava” o ator. A sua resposta foi curta e incisiva: “Não sei, não sou um cão“.
A frontalidade e sentido crítico da sul-coreana já se manifestara no discurso de aceitação da estatueta, primeiro questionando o produtor de “Minari” (Pitt através da Plan B Entertainment) onde esteve durante as filmagens, e depois mencionando a má pronunciação generalizada do seu nome, especialmente na Europa. “Na verdade, o meu nome é Yuh-Jung Youn, e a maioria dos europeus chama-me ‘Yuh-Yung’, e alguns deles apelidam-me de ‘Yoo-Jung’. Mas esta noite, todos estão perdoados.“
Nos BAFTA, onde também foi premiada, o seu discurso também deu que falar: “Muito obrigado por este prémio. Todos os prémios são significativos, mas este, especialmente [ser] reconhecida pelos britânicos, conhecidos como pessoas muito snobes. E eles aprovam-me como uma boa atriz. Por isso, sinto-me muito privilegiada e feliz.“
Em “Minari“, ela interpreta uma avó que viajou da Coreia do Sul para a zona rural do Arkansas para ajudar a criar os seus dois netos. O drama acompanha uma família de imigrantes coreanos que vive nos EUA na década de 1980.

