Mossack Fonseca tenta impedir estreia do filme de Steven Soderbergh sobre os “Papéis do Panamá”

(Fotos: Divulgação)

sociedade de advogados Mossack Fonseca, envolvida no famoso escândalo dos Panama Papers (Papéis do Panamá), está a tentar impedir que o novo filme de Steven Soderbergh, The Laundromat, seja lançado na Netflix.

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Com a chegada do filme à plataforma programada para os próximos dias, a Mossack Fonseca entrou com uma ação no tribunal federal de Connecticut, pedindo que o filme não seja exibido, pois a fita classifica-os como “vilões que lucram com a morte de 20 pessoas“, vinculando-os ainda a “subornos, corrupção e lavagem de dinheiro“. A violação da propriedade intelectual da empresa é também mencionado na ação, nomeadamente o uso do logotipo da empresa. 

Espera-se que a Netflix evoque a Primeira Emenda da Constituição dos EUA (Liberdade de Expressão) para proteger-se da ação, incluindo que o uso dos logotipos é artisticamente relevante e não é explicitamente enganoso. Para superar a defesa da Primeira Emenda por parte da Netflix, a Mossack Fonseca terá de convencer o juiz que a divulgação do filme provocará danos irreparáveis à sua reputação e que condicionará o julgamento que está marcado para analisar o caso. 

Recorde-se que este filme – que já foi exibido em Veneza, Toronto e San Sebastián –  tem como base o livro do vencedor do Pulitzer Jake Bernstein – Secrecy World –o qual revela a história por trás do vazamento de documentos que implicavam diversas figuras públicas como Vladimir Putin, David Cameron, Jackie Chan e até Pedro Almodóvar. Ao todo foram divulgados 11,5 milhões de documentos confidenciais da autoria da sociedade de advogados Mossack Fonseca que fornecem informações detalhadas de milhares de empresas de paraísos fiscais offshore.

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