Morreu o cineasta espanhol Roberto Bodegas

(Fotos: Divulgação)

A morte do cineasta foi anunciada ao El País por familiares

Morreu aos 86 anos o cineasta espanhol Roberto Bodegas, conhecido – juntamente com José Luis Dibildos – como fundador na década de 1970 da chamada terceira via do cinema espanhol, rótulo usado para designar filmes que oscilavam entre o popular e o intelectual.

Nascido em Madrid em 1933, Bodegas começou no cinema como assistente de realização no filme O Colosso de Rodes de Sergio Leone, viajando depois para Paris, em 1960, onde foi assistente de Denys de la Pattelière em Um Táxi para Tobrouk. Até ao final da década ficou na capital gaulesa, sempre a trabalhar como assistente de realização, regressando a Espanha em 1969.

Realizador de obras que tocavam em alguns pontos importantes da sociedade  e economia espanhola, como a emigração em  Españolas en París (1971), o divórcio em Vida Conyugal sana (1974), a chegada das multinacionais em Los nuevos españoles (1974), Libertad provisional (1976), Bodegas, e a corrupção em Matar al Nani (1988), Bodegas trabalhou frequentemente com os atores José Sacristán e Ana Belén.

A partir dos anos 90 trabalhou mais para a TV e em 2008 realizou o seu último trabalho: 20-N: Los últimos días de Franco. 

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