Adeus Diva! Morreu Valentina Cortese (1923-2019)

(Fotos: Divulgação)

De Antonioni a Truffaut, passando por Fellini e Zeffirelli, Valentina Cortese trabalhou com inúmeros cineastas e foi uma das mais famosas atrizes italianas


Morreu em Milão aos 96 anos a italiana Valentina Cortese, atriz de cinema e teatro e uma das das protagonistas do cinema italiano na década de 1940, sendo por muitos considerada a última grande diva a atuar antes e depois do final da 2ª Guerra Mundial, muito por culpa da sua participação em filmes como A Rainha de Navarra (1942), Orizzonte di sangue (1943) e Quartetto pazzo (1945).

O seu primeiro papel importante foi o de Lisabetta no filme La cena delle beffe (1942) de Alessandro Blasetti, mas antes disso já tinha participado em fitas como O Cavaleiro Negro (1941) de Carlo Campogalliani.

Também deu nas vistas em Os Miseráveis em 1948, filme em que surgia um jovem chamado Marcello Mastroianni. Os dois voltariam a trabalhar juntos em Lulù (1953).

Foi diva em decadência para François Truffaut em A Noite Americana (1973), papel que lhe valeu uma nomeação aos Oscars e aos Globos de Ouro de melhor atriz secundária. Quando perdeu o Oscar contra Ingrid Bergman por Um Crime no Expresso do Oriente, Bergman pediu desculpas no seu discurso de agradecimento, dizendo que Cortese merecia mais o prémio.

Por A Noite Americana venceria o BAFTA, marcando uma carreira onde também constam colaborações com nomes como Federico Fellini (Julieta dos Espíritos, 1965), Michelangelo Antonioni (As Amigas, 1955), Joseph L. Mankiewicz (A Condessa Descalça, 1954), Robert Wise (A Casa da Colina, 1951), Terry Gilliam (A Fantástica Aventura do Barão, 1988), Franco Zeffirelli (S. Francisco de Assis, 1972), Robert Aldrich (A Lenda de uma Estrela, 1968), Mario Bava (A Rapariga Que Sabia Demais, 1963) e Lucio Fulci (O Drácula da Província, 1975).

Na TV, destaque para a sua participação na minissérie Jesus de Nazaré (1977). O seu último filme foi com Zeffirelli, Storia di una capinera (1993).

Recorde-se que há dois anos atrás, a sua carreira foi celebrada no Festival de Veneza com Diva!, documentário de Francesco Patierno que presta homenagem à vida e carreira da atriz.

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