Emilia Clarke vai ser a “pequena portuguesa” no cinema

(Fotos: Divulgação)

Clarke vai trabalhar com Björn Runge num filme sobre a poeta Elizabeth Barrett

A atriz Emilia Clarke, famosa pelo seu papel de Daenerys Targaryen na saga Guerra dos Tronos, vai desempenhar no cinema a famosa poeta da era vitoriana Elizabeth Barrett.

Barrett, entre outras obras, é conhecida como a autora de Sonetos Portugueses (Sonetos da Portuguesabr), uma compilação de poemas românticos que narram a sua própria história de amor com o também poeta Robert Browning. Inicialmente, Elizabeth estava muito relutante em publicar os poemas, por serem demasiado pessoais. No entanto, Browning insistiu e de maneira a proteger a privacidade do casal, Elizabeth achou melhor publicá-los como se fossem traduções de sonetos estrangeiros. Por esse motivo, a coleção foi primeiramente conhecida como Sonetos Bósnios, até que Robert sugeriu a Elizabeth que alterasse a proveniência imaginária dos sonetos, do Bósnio para o Português, pois ela, para além de ser admiradora de Camões (a quem lhe dedicou o poema Catarina a Camões), era afetuosamente tratada por Robert Browning como a “pequena portuguesa”, uma referência ao seu tom de pele mais moreno.

Björn Runge, que assinou The Wife (A Mulher), vai realizar este projeto, intitulado Let Me Count The Ways.


Elizabeth Barrett Browning e Robert Browning por Thomas Buchanan Read (1852)

Situado em meados do século XIX, o filme seguirá o namoro – inicialmente por cartas – de Barrett e Browning. Depois de ganhar fama mundial pela poesia, Barrett, agora com 40 anos, frágil e enfraquecida por uma doença misteriosa, vive como uma inválida reclusa em Londres. Quando o jovem Browning, oito anos mais novo, traz uma renovada sensualidade e paixão para a sua vida, o pai viúvo de Barrett, um milionário, vai lutar para manter o controlo sobre a poetisa, ameaçando deserdá-la.

O título do filme vem do soneto 43 de Barrett, How Do I Love Thee? Let me Count The Ways, que podem ler abaixo:

Sonnets from the Portuguese, nº 43

How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of Being and ideal Grace.
I love thee to the level of everyday’s
Most quiet need, by sun and candlelight.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise.
I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood’s faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints,—I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life!—and, if God choose,
I shall but love thee better after death.

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