
O ator Jean-Pierre Marielle faleceu aos 87 anos de idade, anunciou hoje num comunicado a sua esposa, Agathe Marielle.
Nascido a 12 de abril de 1932 em Paris, Marielle começou a sua carreira nos anos 50, principalmente trabalhando com o cineasta Henri Decoin (Um rapaz encantador, O Grande Golpe). Na década de 1960, trabalhou, entre outros, com cineastas como Philippe de Broca, Henri Verneuil e Jean Becker, surgindo em filmes como Quando Nasce o Ciúme (1962), Escape livre (1964), Nasceu para seduzir (1964), Os Longos Dias de Junho (1964), O Aventureiro de Tahiti (1966) e O diabo à solta (1969).
Seguiram-se colaborações com Jean-Paul Rappeneau (Os Noivos da Revolução, 1971), Bertrand Tavernier (Vamos a Isto que é Festa, 1975; Justiceiro por Conta Própria, 1981), Bertrand Blier (Calmos, 1976; Traje de Noite, 1985), Claude Berri (Um Momento de Desvario, 1977), Édouard Molinaro (O Tímido e a Solteirona, 1979), Alain Corneau (Todas as Manhãs do Mundo, 1991), Patrice Leconte (Le parfum d’Yvonne, 1994) e Claude Lelouch (Uma Por Todas, 1999).

Gérard Depardieu, Jean-Pierre Marielle e Miou-Miou em Traje de Noite (1986)
Já na década de 2000 surgiu em obras como a A Pequena Lili (2003), de Claude Miller; Amanhã Mudamos de Casa (2004), de Chantal Akerman; O Código Da Vinci (2006), de Ron Howard; e Micmacs – Uma Brilhante Confusão (2009), de Jean-Pierre Jeunet.

Jean-Pierre Marielle e Dany Boon em Micmacs
Conhecido também pela sua poderosa voz, Jean-Pierre Marielle contribuiu no elenco vocal de alguns projetos, como o seu último, a curta metragem de 2017 Showreel.

