Homicídio de Carlos Castro vai chegar ao cinema

(Fotos: Divulgação)

O homicídio do cronista social Carlos Castro será adaptado ao cinema, uma produção ainda sem título que tem como principal inspiração Crime em Nova Iorque, uma peça escrita e interpretada por João d’Ávila.

O realizador do projeto é Rui Filipe Torres (da curta-metragem Tudo Bem, 2001) e João d’Ávila voltará a desempenhar o papel do cronista, enquanto o seu homicida, o modelo Renato Seabra, será interpretado por Ruben Garcia.

O filme começará a ser rodado a partir de amanhã, 1 de abril, e tem como ambição estrear no Festival Queer Lisboa deste ano (19 a 27 de setembro).

Recordamos que os eventos ocorrerem a 7 de janeiro de 2011 num hotel nova-iorquino e foram descritos por Cyrus Vance, o procurador da cidade, como um “crime brutal e sádico“.

Segundo os dados apresentados pelo ministério público durante o julgamento, o assassinato ocorreu pelas 14:00h, o que permitiu concluir que Seabra, que nesse dia foi visto a sair do hotel perto das 19:00h, ficou no quarto com o corpo do cronista durante, pelo menos, cinco horas. O homicida confessou que esfaqueou e castrou Carlos Castro com um saca-rolhas e foram ainda apresentados relatórios forenses que concluíam que Castro foi pisado na cara. Os especialistas que analisaram o cadáver dizem ainda que o jornalista tinha uma fratura num osso do pescoço e várias marcas de estrangulamento: «a cara da vítima estava coberta de sangue e feridas», dizia o relatório citado pelo New York Post.

Renato Seabra encontra-se de momento a cumprir uma pena mínima de 25 anos por homicídio em segundo grau numa prisão norte-americana.

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