Emir Kusturica e Mónica Bellucci filmam «O Amor e a Guerra» já em maio

(Fotos: Divulgação)

A atriz Mónica Bellucci e o cineasta sérvio Emir Kusturica anunciaram hoje em Banja Luka, na Bósnia e Herzegovina, que o filme em que ambos vão trabalhar juntos vai ter o nome de «O Amor e a Guerra» (Ljubav i rat) e começará as filmagens em maio na pequena localidade de Trebinje.
 
Recordamos que este projeto foi anunciado em dezembro passado, sabendo-se que Kusturica irá também participar como ator – desempenhando o papel de parceiro de Bellucci nesta «história de amor». Segundo a APF, numa notícia igualmente publicada no mês passado, Tahar Rahim e Leïla Bekhti também iriam participar na obra.
 
«A Ponte sobre o Drina» continua na agenda de Kusturica
 
Aproveitando a estadia de Bellucci no país, Kusturica aproveitou também para lhe mostrar, na região de Višegrad, onde planeia construir uma réplica da cidade histórica de Kamengrad – de maneira a conseguir adaptar ao cinema «A Ponte sobre o Drina», um clássico da literatura de Ivo Andric, vencedor do Nobel da Literatura em 1961.
 
Segundo Kusturica, a Sérvia já se mostrou interessada em apoiar as filmagens, tal como Milorad Dodik, o presidente da Srpska (entidade sérvia da Bósnia), o que pode ser um bom caminho para o projeto avançar.
 
Para os que desconhem a obra, aqui fica a sinopse que encontramos no site da FNAC:
 
“No início, o leitor encontra-se em pleno século XVI, em Visegrad, cidade na fronteira entre a Sérvia e a Bósnia. Mehmed-Paxá, Grão-vizir, sonha ainda com o dia em que, criança, foi separado da sua família cristã, obrigado a atravessar para a outra margem do rio. É essa criança que agora, décadas depois, convertido à fé do Islão, dá a ordem de construção de uma ponte sobre o rio Drina. Esta é a história épica dessa ponte, e também a dos seus habitantes. A sua edificação exigiu anos de trabalho árduo, lágrimas e sangue, sacrifícios e vítimas. Ao longo dos séculos a ponte foi local de passagem, de encontros, de conversas, de conspirações; sofreu inundações, foi encerrada para impedir o alastrar da peste, assistiu a suicídios; sobre ela transitaram exércitos em fuga e desfilaram outros vitoriosos; nela foram executados espiões, viu o desmoronar de Impérios, e o nascer de novas nações…”

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