Figura de relevo na representação dos povos indígenas no cinema norte-americano, Graham Greene, canadiano de origem Oneida, morreu aos 73 anos, avança a imprensa norte-americana. De acordo com a Deadline, o ator morreu em Toronto esta segunda-feira, 1 de setembro, após doença prolongada.
Nascido na Reserva Seis Nações, Greene começou no teatro e passou para a televisão no final da década de 1970, participando na série canadiana The Great Detective. Chegou ao cinema com Running Brave (1983), enfrentando muitos estereótipos recorrentes, em que lhe pediam que falasse “como os nativos falavam”, com trejeitos forçados, olhar estoico, ausência de sorriso e até grunhidos. Para conquistar espaço na indústria, chegou a aceitar esse tipo de caricatura, embora questionasse a sua veracidade. “Não conheço nenhum indígena assim”, dizia.

À medida que se tornou uma figura reconhecida no pequeno e no grande ecrã, os papéis que lhe ofereciam foram mudando, bem como o retrato indígena exigido, principalmente depois de conquistar a nomeação ao Oscar de melhor ator secundário por Dances with Wolves (Danças com Lobos, 1990).
Se voltou às reservas índias em Thunderheart (1992), e ao passado nativo americano em Maverick (1994), filmes como Die Hard with a Vengeance (1995), The Green Mile (1999), The Twilight Saga: New Moon (2009) e Wind River (2017) trouxeram novas oportunidades e reconhecimento. Por estrear, ficou ainda o thriller Ice Fall, onde atuou ao lado de Joel Kinnaman.
Vencedor de um Grammy pela leitura de histórias infantis, Green surgiu ainda em séries televisivas como Northern Exposure, American Gods, Reservation Dogs, 1883 e Tulsa King.

