Academia de Artes e Ciências Cinematográficas procura novos parceiros para a transmissão dos Oscars®

(Fotos: Divulgação)

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) está à procura de alternativas à estação ABC, propriedade da Disney, para encontrar um novo parceiro para a transmissão exclusiva da cerimónia dos Óscares.

Com o acordo, que se estende há 50 anos, a expirar em 2028, a AMPAS procura arrecadar mais que os 100 milhões de dólares que atualmente recebe pela transmissão em exclusivo dos eventos ligados à premiação, transmitida na ABC, bem como na plataforma HULU, que também faz parte do império Disney. Porém, fontes da Bloomberg apontam para o desejo da Disney em reduzir o que paga pelos Óscares (ou manter inalterável o valor), algo que a AMPAS quer contrariar, particularmente depois do acordo da empresa ter aumentado para 70 milhões de dólares o que paga para transmitir os Grammy Awards, mesmo que as audiências desta premiação tenham também diminuído nos últimos anos.

A Bloomberg, que cita fontes anónimas, pois as negociações são confidenciais, adianta ainda que a janela de negociação exclusiva entre as duas partes expirou sem um novo acordo, o que levou a AMPAS a “testar o mercado”. As negociações com potenciais novos parceiros ainda não começaram, mas a Academia falou informalmente com potenciais novos parceiros, incluindo a Netflix.

Estas negociações surgem numa altura em que, pela primeira vez desde 2021, as audiências norte-americanas da “noite mais longa de Hollywood” baixaram quase 8%, fixando a audiência média da cerimónia em 18 milhões de espectadores. Problemas técnicos na plataforma Hulu, que viu a sua transmissão interrompida antes que Mikey Madison recebesse o prémio de atriz principal e “Anora” conquistasse o prémio de melhor filme, não ajudaram um evento que nos EUA perdeu cerca de 60% da sua audiência desde o final dos anos 90.

Recorde-se que a audiência dos Oscars® atingiu a menor audiência histórica de 10,5 milhões espectadores em 2021, quando a premiação foi prejudicadas pela pandemia da COVID-19. No ano seguinte, houve um aumento significativo de audiências, particularmente depois de Will Smith subir no palco e agredir o apresentador Chris Rock. Em 2024, a audiência média da cerimónia cifrou-se nos 19,5 milhões de espectadores, muito impulsionado pela presença de dois sucessos de bilheteiras — “Oppenheimer” e “Barbie” — nos nomeados.

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