Críticos de Nova Iorque escolhem “The Brutalist” como o melhor do ano

(Fotos: Divulgação)

O círculo da crítica de Nova Iorque (NYFCC), um dos mais importantes nos EUA, entregou ontem as distinções dos melhores do ano, cabendo a “The Brutalist“, de Brady Corbet, o prémio de melhor filme.

Estreado em Veneza, em “The Brutalist” seguimos a jornada do arquiteto judeu nascido na Hungria, László Tóth (Adrien Brody), que emigra para os Estados Unidos em 1947 para experimentar o “sonho americano”. Inicialmente forçado a trabalhar na pobreza, ele depressa ganha um contrato com um cliente misterioso e rico, Harrison Lee Van Buren (Guy Pearce), que irá mudar o curso dos próximos 30 anos da sua vida. “Fiz três filmes na Hungria o que me levou a passar cerca de 12 anos nas imediações de Budapeste. Portanto, na minha cabeça, o Lászlò sempre foi húngaro. (…) É uma história sobre stresse pós-traumático na vida de um homem com a inabilidade de se expressar e que busca alguma forma de cura. A questão é como o trauma se manifesta na sua obra“, disse Bradley Corbet, numa entrevista ao C7nema, relembrando que os seus filmes “sempre voltam ao passado para falar sobre a América“. Além de Corbet, a estrela do filme, Adrien Brody, arrecadou o prémio de melhor ator.

A láurea de melhor atriz foi para Marianne Jean-Baptiste pelo seu papel em “Hard Truths“, de Mike Leigh, enquanto nas categorias secundárias foram entregues prémios a Kieran Culkin (A Real Pain) e Carol Kane (Between The Temples).

Noutras distinções, Sean Baker ganhou o reconhecimento do argumento por “Anora“; RaMell Ross foi o melhor realizador por “Nickel Boys“; “Flow” foi o melhor filme de animação; “No Other Land” ganhou o prémio de melhor documentário; e “All We Imagine As Light” o melhor filme internacional.

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