William Friedkin, recentemente falecido aos 87 anos, apenas teve autorização para realizar o seu último projeto, “The Caine Mutiny Court-Martial”, quando arranjou outro cineasta como “backup“.
A informação foi divulgada em Veneza pela produtora Annabelle Dunne, que acrescenta que esta é uma situação comum no panorama do cinema atual. “Hollywood é preconceituosa com a idade”, disse a produtora, adiantando que Friedkin contactou então Guillermo Del Toro para que este fosse o seu “apoio”.
Quando Annabelle Dunne telefonou a Del Toro, que na época estava a promover “Pinóquio”, o mexicano respondeu: “Vou ao set todos os dias e sentar-me-ei ao seu lado”.
“Foi uma alegria para todos nós, inclusive para os atores, ter a presença dele ali”, lembrou Dunne. “Ele deixou bem claro que o filme era do Billy. Ele disse que seria a nossa mascote“.
Protagonizado por Kiefer Sutherland como o Tenente Comandante Queeg, julgado por um motim por assumir o comando de um capitão de um navio, “The Caine Mutiny Court-Martial” foi completado antes da morte de Friedkin. Jason Clarke, Jake Lacy, Monica Raymund, Lewis Pullman, Jay Duplass, Tom Riley e Lance Reddick também fazem parte do elenco.
Recorde-se que esta história já foi adaptada ao cinema – em 1954 por Edward Dmytryk, com Humphrey Bogart como Queeg – e à TV em 1988, assinado por Robert Altman.
“The Caine Mutiny Court-Martial” estreia hoje no Festival de Veneza e segue posteriormente para a plataforma de streaming Showtime.

